sex, 30 out

Síndrome de Rett: seminário na CLDF cobra diagnóstico precoce e cita Hospital de Doenças Raras

Seminário na CLDF reuniu famílias e especialistas e cobrou diagnóstico precoce; deputado citou a licitação do Hospital de Doenças Raras, no Noroeste.

Por Redação Sou Brasília 3 min de leitura
Mão segura um estetoscópio contra fundo claro, em imagem de banco de fotos
Foto: Pavel Danilyuk/Pexels
Neste texto3 tópicos
  1. O que é a síndrome de Rett
  2. O que foi cobrado no seminário
  3. Onde entra o Hospital de Doenças Raras

A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) recebeu na quinta-feira, 29, o II Seminário sobre a Síndrome de Rett, "A Esperança Veste Roxo", que reuniu especialistas, autoridades, associações, pacientes e familiares para discutir diagnóstico, tratamento e políticas públicas para a condição genética rara, segundo a Câmara Legislativa.

O evento foi uma iniciativa da Associação Brasileira de Síndrome de Rett (Abre-te), com apoio do deputado distrital Eduardo Pedrosa (União), presidente da Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos e de Políticas de Atenção às Pessoas com Doenças Raras. A programação seguiu com palestras de especialistas, e a transmissão está disponível no canal da TV Câmara Distrital no YouTube.

O que é a síndrome de Rett

A síndrome afeta predominantemente meninas. Em geral compromete primeiro a fala e o controle das mãos e, com o tempo, evolui para outras habilidades motoras e cognitivas, de acordo com a descrição divulgada pela CLDF.

O que foi cobrado no seminário

Para Eduardo Pedrosa, "o diagnóstico precoce, o acompanhamento multiprofissional, o acesso aos tratamentos necessários e a capacitação dos profissionais de saúde não são privilégios. São necessidades fundamentais". O deputado também defendeu acompanhamento psicológico para os familiares, em especial para as mães que se dedicam em tempo integral aos cuidados das filhas.

A presidente da Abre-te, Érica Lustosa, reconheceu avanços nos últimos anos, mas disse que muitas famílias ainda enfrentam dificuldade para conseguir diagnóstico, terapias, acompanhamento especializado e informação.

A pediatra Brenda Carla Silva, da Referência Técnica Distrital de Emergências Pediátricas da Secretaria de Saúde (SES-DF), afirmou que o diagnóstico não deve ser visto como uma "sentença" e que o poder público deve investir em políticas públicas, na disseminação do conhecimento e em fluxos de atendimento. A presidente da Associação MariaVitoria de Doenças Raras (AMAVI Raras), Lauda Santos, falou da luta das famílias por acesso a diagnóstico, terapias, profissionais especializados e direitos.

Onde entra o Hospital de Doenças Raras

Pedrosa citou a conclusão da licitação para o Hospital de Doenças Raras, que será um novo bloco no Hospital de Apoio de Brasília (HAB), no Noroeste. "Se Deus quiser, vamos conseguir deixar esse legado para a população do DF, para sermos referência no Centro-Oeste, no Brasil e talvez no mundo", disse.

O edital foi assinado em 26 de junho, com investimento previsto de R$ 36,9 milhões, como o SouBrasília mostrou na cobertura do Bloco de Doenças Raras do HAB. Naquela data, a obra não tinha prazo divulgado. O que o deputado informou sobre o fim da licitação não veio acompanhado de empresa vencedora, valor contratado ou data de início das obras, e a SES-DF não detalhou esses pontos no material da CLDF.

Sobre o diagnóstico no SUS, o SouBrasília publicou texto sobre o curso nacional de diagnóstico de doenças raras no SUS. Para acompanhar o hospital, o ponto a observar é a assinatura do contrato e a publicação da ordem de serviço no Diário Oficial do DF.

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