qui, 29 out

Seis hospitais do DF ganham tomógrafo novo; veja como chegar ao exame

A SES-DF pôs seis tomógrafos novos em funcionamento em hospitais regionais e no Materno Infantil; veja como o paciente chega ao exame.

Por Redação Sou Brasília 3 min de leitura
Equipe de atendimento no balcão do Hospital Regional de Ceilândia (foto de arquivo)
Foto: Agência Brasília/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)
Neste texto3 tópicos
  1. Como o paciente chega à tomografia?
  2. Para que serve o exame
  3. O que a nota não diz

Seis hospitais da rede pública do DF passaram a ter tomógrafo novo em funcionamento: Sobradinho, Samambaia, Gama, Planaltina, Ceilândia e o Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib). O investimento foi de R$ 4,7 milhões, informou a Secretaria de Saúde (SES-DF).

Os aparelhos estão nos hospitais regionais de Sobradinho (HRS), Samambaia (HRSam), Gama (HRG), Planaltina (HRPl) e Ceilândia (HRC), além do Hmib. A informação consta de nota da Agência Saúde DF.

Como o paciente chega à tomografia?

O caminho depende de como a pessoa entra na rede. A Secretaria descreve três situações:

  • Urgência e emergência: o médico indica o exame durante o atendimento no pronto-socorro do próprio hospital.
  • Paciente internado, em enfermaria ou UTI: a equipe responsável pede a tomografia diretamente.
  • Exame eletivo, com prescrição: quem é acompanhado em UBS ou policlínica é encaminhado pelo Complexo Regulador, que agenda o exame na unidade de referência.

Ou seja, não existe balcão para marcar tomografia por conta própria nesses hospitais. Quem tem pedido médico e não está internado precisa passar pela UBS ou pela policlínica de origem.

Para que serve o exame

A tomografia computadorizada combina raios X para formar imagens detalhadas do interior do corpo. É um exame não invasivo, e a Secretaria afirma que os equipamentos novos operam com menor dose de radiação.

Na emergência, o exame ajuda a identificar traumatismo craniano, lesões de acidente de trânsito, AVC, hemorragia interna e apendicite. Em pacientes internados, entra no acompanhamento de quadros pulmonares graves e infecções complexas. Também é usado para investigar fraturas e aneurismas e para localizar e monitorar tumores e nódulos na oncologia.

O diretor do HRSam, Rafael Amaral Guimuzzi, disse que os aparelhos ampliam a capacidade técnica da saúde pública, com exames de imagem de alto nível e mais conforto e segurança ao paciente. O aposentado Ricardo Hirom, 63 anos, fez exames de tórax e abdômen no equipamento novo de Samambaia e afirmou que não imaginava encontrar aparelho tão moderno no SUS.

O que a nota não diz

O comunicado não informa quantos exames por mês os seis aparelhos comportam, nem o tamanho atual da fila de tomografia eletiva, nem se algum deles substitui equipamento antigo. Sem esses números, o efeito sobre o tempo de espera ainda não dá para medir.

A pasta também fechou, no fim de outubro, contratos para 523 cadeiras de rodas para a fila da Oficina Ortopédica, com entrega prevista até o fim de novembro. Para outras notícias da rede, veja a cobertura anterior sobre tomógrafo e unidades de saúde no Gama.

Para o exame eletivo, o ponto de partida é a UBS ou a policlínica onde o paciente já é acompanhado, que faz o encaminhamento ao Complexo Regulador.

Mais em Saúde

Ver todas

Mais lidas da semana

últimos 7 dias
Enviar no WhatsApp