São Paulo chega a 40 casos de sarampo em 2026; 30 não eram vacinados ou tinham esquema incompleto
SP confirmou 3 novos casos e soma 40 em 2026. Capital concentra 90% e 30 pacientes não tinham vacina completa. Veja quem deve se vacinar.

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O estado de São Paulo chegou a 40 casos confirmados de sarampo em 2026, e 30 deles envolvem pessoas sem histórico de vacina ou com o esquema incompleto. O balanço da Secretaria de Estado da Saúde, divulgado na quinta-feira (1º), aponta três novos pacientes, todos moradores da capital paulista, segundo a Agência Brasil.
Os novos casos são dois homens, de 18 e 21 anos, e uma bebê de 1 ano. Eles estão ligados a cadeias de transmissão identificadas e acompanhadas desde junho. As cadeias de transmissão mostram o caminho que o vírus faz de uma pessoa doente para uma pessoa saudável.
Onde estão os casos?
A capital paulista concentra 90% das infecções registradas no estado, com 36 casos. Os demais se dividem entre São Bernardo do Campo, com dois, e Guarulhos e Santo André, com um cada.
O monitoramento feito pelas equipes municipais e estadual indica tendência de redução da transmissão. Em Guarulhos e São Bernardo do Campo, a vigilância também avalia a possibilidade de encerrar a cadeia de transmissão associada aos casos.

Por que a vacinação preocupa as autoridades?
A baixa adesão à prevenção entre os infectados é um dos pontos de atenção: dos 40 casos do ano, 30 são de pessoas sem histórico vacinal ou com esquema incompleto, o equivalente a 75%. A secretaria reforça que a vacinação é a principal e mais segura forma de prevenção.
A vacina usada é a tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola. Ela é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), presentes em todos os 645 municípios paulistas.
O balanço em números
- Casos em 2026: 40 confirmados no estado
- Capital paulista: 36 casos, ou 90% do total
- Sem vacina ou com esquema incompleto: 30 casos, ou 75%
- Outros municípios: 4 casos, em São Bernardo do Campo, Guarulhos e Santo André
- Tendência: de redução da transmissão, segundo as equipes de monitoramento
Os dados mostram que os casos seguem concentrados na capital e que a maior parte ocorreu entre pessoas sem a vacina completa. Por isso, a recomendação central das autoridades paulistas é revisar a caderneta de vacinação e completar as doses que estiverem faltando.
Quem deve se vacinar?
| Grupo | Recomendação |
|---|---|
| Crianças de 12 meses | Primeira dose |
| Crianças de 15 meses | Segunda dose |
| 15 meses a 29 anos | Duas doses, com intervalo mínimo de 30 dias entre elas |
| 30 a 59 anos | Pelo menos uma dose registrada na caderneta |
| Trabalhadores da saúde | Duas doses, independentemente da idade |
O que é a dose zero?
Para bebês de 6 meses a 11 meses e 29 dias, há a chamada dose zero, aplicada nos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo. Ela pode ser indicada para crianças dessa faixa que tiveram contato com pessoas com suspeita ou confirmação de sarampo, conforme avaliação das equipes de vigilância.
A dose zero não substitui as doses previstas no calendário. Mesmo que a criança seja vacinada antes de completar 1 ano, ela deve receber normalmente a primeira dose aos 12 meses e a segunda aos 15 meses.
E no Distrito Federal?
O DF acompanha o tema desde o início do ano. O SouBrasília já mostrou o avanço do sarampo em São Paulo e a multivacinação no DF e explicou as vacinas oferecidas no SUS no DF, com idades e doses. Para saber onde se vacinar, a orientação é procurar uma UBS e levar a caderneta de vacinação.
Em agosto, o número de casos em São Paulo era de 16, segundo a cobertura da época. O total de 40 mostra, portanto, mais que o dobro em cerca de dois meses, ainda que a tendência atual, segundo a secretaria paulista, seja de redução da transmissão.





