Presidente do Irã confirma morte do ministro da Inteligência Esmail Khatib em ataque atribuído a Israel

março 18, 2026

Pezeshkian chamou o episódio de “assassinato covarde” e decretou luto nacional; guerra entra no 19º dia com mais de 1.300 mortos no território iraniano

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, confirmou oficialmente nesta quarta-feira (18) a morte do ministro da Inteligência do país, Esmail Khatib, em um bombardeio atribuído às forças israelenses ocorrido na noite anterior. Em pronunciamento público, o líder iraniano descreveu o episódio como um ato covarde e declarou que a nação está de luto pela perda do chefe da pasta de inteligência.

Israel reivindica a eliminação do chefe da inteligência iraniana

Do lado israelense, o ministro da Defesa, Israel Katz, confirmou a responsabilidade pelo ataque em comunicado oficial, afirmando que as forças do país foram responsáveis pela morte de Khatib na madrugada desta quarta. A ação se somou a uma sequência de operações de alta precisão contra o núcleo do regime iraniano, que nas últimas semanas também resultou na morte de Ali Larijani, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, e de Gholamreza Soleimani, comandante do grupo paramilitar Basij, ligado ao Corpo da Guarda Revolucionária.

Guerra entra no 19º dia com balanço crescente de vítimas

O conflito entre Israel e o Irã — com participação direta dos Estados Unidos — completou 19 dias nesta quarta-feira. Segundo as autoridades dos países envolvidos, o balanço de mortes é o mais grave desde o início da ofensiva: ao menos 1.300 pessoas perderam a vida no Irã, mais de 900 no Líbano e 14 em Israel. No lado americano, os militares registraram 13 soldados mortos e cerca de 200 feridos em decorrência dos combates.

A morte de Khatib representa mais uma baixa de altíssimo escalão no aparato de segurança iraniano e aprofunda a crise institucional no regime de Teerã, que segue respondendo aos ataques com lançamentos de mísseis balísticos e de fragmentação contra o território israelense.