O Prêmio Grande Otelo 2026 terminou com um empate inédito na principal categoria. Manas, de Marianna Brennand, e O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, dividiram o troféu de melhor longa-metragem de ficção na cerimônia realizada na noite de terça-feira (4/8), no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. É a primeira vez que a premiação da Academia Brasileira de Cinema registra dois vencedores na categoria.
Quem levou mais estatuetas para casa, porém, foi Homem com H, de Esmir Filho. A cinebiografia de Ney Matogrosso venceu em seis categorias, entre elas filme por voto popular, ator, figurino, maquiagem, som e trilha sonora.
Como ficou a divisão dos prêmios
- Homem com H: seis prêmios, incluindo filme por voto popular e melhor ator.
- Manas: cinco prêmios, entre eles melhor longa de ficção, direção, roteiro original, montagem e atriz coadjuvante.
- O Agente Secreto: quatro prêmios, incluindo melhor longa de ficção, direção de fotografia, direção de arte e efeitos visuais.
Jesuíta Barbosa foi eleito melhor ator pela interpretação de Ney Matogrosso, papel que atravessa da infância do cantor até a consolidação da carreira solo. Ele concorreu com Antonio Pitanga, Ary Fontoura, Irandhir Santos, Rodrigo Santoro e Wagner Moura. Marianna Brennand venceu na direção por Manas, e Dira Paes ficou com o prêmio de atriz coadjuvante pelo mesmo filme. Na lista de vencedores divulgada pela premiação, Denise Weinberg aparece como melhor atriz por O Último Azul.
O filme que chegou com mais indicações
O Agente Secreto entrou na noite como o longa mais indicado, com 18 lembranças da Academia Brasileira de Cinema. O desempenho final ficou abaixo do número de indicações, ainda que o filme tenha garantido a estatueta principal ao dividi-la com Manas.
O longa de Kleber Mendonça Filho, estrelado por Wagner Moura, vinha de repercussão internacional e de uma temporada de festivais que colocou o cinema brasileiro em evidência. O SouBrasília já noticiou a repercussão do título do filme em publicação britânica.
O que o resultado indica sobre a produção nacional
A divisão do prêmio principal entre dois filmes de linguagens distintas resume o momento da produção brasileira. Manas levou também direção, roteiro original e montagem, o conjunto que costuma indicar reconhecimento da crítica especializada dentro da academia. O Agente Secreto venceu em categorias técnicas de peso, como fotografia, direção de arte e efeitos visuais.
Já Homem com H mostrou força de apelo popular, com seis estatuetas e a vitória na categoria decidida por voto do público.
Por que a premiação importa para Brasília
O calendário de premiação nacional costuma se refletir na programação das salas da capital. Filmes premiados ganham sessões de reprise em circuitos como o Cine Brasília e os cinemas de shopping, o que amplia a janela de exibição de títulos que já haviam saído de cartaz.
O Distrito Federal também tem produção audiovisual própria em expansão, com incentivo público e legislação recente voltada ao setor. Cada ciclo de premiação nacional funciona como termômetro para produtoras locais que disputam editais e coproduções.
O Grande Otelo é entregue pela Academia Brasileira de Cinema e reúne as principais categorias do cinema nacional, incluindo uma decidida por voto popular. A edição de 2026 foi a que registrou o primeiro empate em melhor longa de ficção.
Perguntas frequentes
Quem venceu o Grande Otelo 2026 de melhor filme?
Manas, de Marianna Brennand, e O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, empataram na categoria de melhor longa-metragem de ficção.
Qual filme levou mais prêmios?
Homem com H, de Esmir Filho, com seis estatuetas, entre elas filme por voto popular e melhor ator, para Jesuíta Barbosa.
Quando e onde foi a cerimônia?
Na noite de terça-feira, 4 de agosto de 2026, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro.








