dom, 1 nov

Petrobras reajusta querosene de aviação em 7,2% e alta chega a R$ 0,45 por litro

Reajuste de 1º de novembro vem depois de alta de 11,76% em outubro; companhias dizem que combustível já pesa 45% nos custos.

Por Redação Sou Brasília 2 min de leitura
Avião de companhia aérea estacionado no pátio do Aeroporto Internacional de Brasília (foto de arquivo)
Foto: Daderot/Wikimedia Commons (CC0)
Neste texto3 tópicos
  1. Quanto passa a custar o litro
  2. O que isso muda nas passagens
  3. O histórico do ano

A Petrobras elevou em 7,2% o preço médio do querosene de aviação (QAV) vendido às distribuidoras a partir deste domingo, 1º de novembro. O aumento equivale a R$ 0,45 por litro e vem logo depois da alta de 11,76% aplicada em outubro.

A estatal atribui o reajuste às tensões militares e políticas no Oriente Médio e à menor capacidade de refino na Rússia e na Ucrânia, que pressionam o preço internacional do combustível. Segundo a estatal, a fórmula prevista em contrato funciona como amortecedor: a alta acumulada do QAV no Brasil desde o início do conflito no Oriente Médio ficou abaixo da registrada nos mercados externos.

Quanto passa a custar o litro

A nota citada pela imprensa não traz o novo preço médio por litro. Antes do anúncio, o site Aeroin havia publicado, com base em fonte próxima à estatal, que o litro iria de R$ 6,24 para cerca de R$ 6,69. A conta é compatível com os R$ 0,45 confirmados, mas o valor final deve ser conferido no comunicado da empresa.

O preço é cobrado das distribuidoras, não do passageiro, e as companhias compram o combustível delas. O efeito chega ao bilhete de forma indireta, quando as companhias aéreas decidem repassar o custo.

O que isso muda nas passagens

Representantes das companhias afirmam que os reajustes recentes elevaram a participação do combustível nas despesas operacionais de 32% para 45%. Segundo o Jornal de Brasília, o encarecimento do QAV já vem sendo repassado às tarifas. Nenhuma companhia anunciou, até a publicação, um novo percentual de aumento em decorrência do reajuste de novembro.

Para quem mora no Distrito Federal, o termômetro é a passagem aérea no IPCA-15 de Brasília. O índice da capital em outubro foi de 0,28%, como mostra a cobertura do IPCA-15 de outubro em Brasília. O próximo levantamento do IBGE dirá se a sequência de altas do combustível chegou ao bilhete.

O histórico do ano

O QAV acumula reajustes sucessivos em 2026. Em abril, a Petrobras já havia elevado o preço do combustível, como o SouBrasília noticiou na matéria sobre o aumento de abril. Em setembro, segundo reportagens da época, o reajuste foi de 13,9%, ou R$ 0,68 por litro. Em outubro, de 11,76%. Agora, 7,2%.

Os reajustes do QAV ficam publicados no site da estatal, em petrobras.com.br. Quem pretende viajar nas próximas semanas deve comparar os preços direto nos sites das companhias, já que o repasse pode variar de empresa para empresa.

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