Petrobras anuncia terceira descoberta de petróleo no poço Morpho, na Foz do Amazonas
Estatal confirma o terceiro achado no mesmo poço, a 2.886 metros de lâmina d'água. A sonda segue agora para a Bacia Potiguar.

A Petrobras anunciou na quinta-feira, 29 de outubro, a terceira descoberta de petróleo no poço Morpho, no bloco FZA-M-59, na Foz do Amazonas. O poço está em águas ultraprofundas na costa do Amapá, em lâmina d'água de 2.886 metros. A informação foi divulgada pela estatal e reproduzida pela Agência Brasil.
É o terceiro achado no mesmo poço. O primeiro foi anunciado em 14 de agosto, com confirmação de petróleo três dias depois, o que já havia sido tema aqui no SouBrasília. A segunda descoberta, de um novo intervalo com petróleo, saiu em outubro.
"Nossa persistência técnica permitiu que fossem realizadas três descobertas no mesmo poço, o que nos deixa ainda mais otimistas em relação ao potencial exploratório da Margem Equatorial", disse a presidente da Petrobras, Magda Chambriard.
O que acontece com o poço agora
Segundo a companhia, a perfuração e a coleta de dados geológicos terminaram. Falta apenas a etapa de abandono do poço, procedimento que encerra a operação com segurança. Depois disso, a sonda segue para a Bacia Potiguar, no litoral do Rio Grande do Norte, onde começa a perfurar a locação chamada Mãe de Ouro.
A Petrobras não informou, no comunicado reproduzido pela agência, volume estimado de petróleo nem prazo para produzir. Achar óleo em rocha não equivale a reserva comercial: antes disso é preciso delimitar a descoberta e medir quanto há de fato no reservatório.
O que é a Margem Equatorial
A região vai do Amapá ao Rio Grande do Norte e é a mais nova fronteira exploratória do país em águas profundas e ultraprofundas. A estatal diz que já perfurou mais de 700 poços na área e que a atuação no bloco FZA-M-59 faz parte da estratégia de repor reservas de petróleo e gás.
A notícia vem um dia depois do balanço do terceiro trimestre. A produção média de óleo, líquido de gás natural e gás natural chegou a 3,512 milhões de barris de óleo equivalente por dia, recorde da empresa, 11,7% acima do mesmo trimestre de 2025 e 5,3% acima do segundo trimestre de 2026. A companhia atribuiu o resultado aos navios-plataforma P-78 e P-79, no campo de Búzios, e ao pico de produção do Alexandre de Gusmão, no campo de Mero.
Sobre o bolso do consumidor, o comunicado não traz nenhuma relação com preço de combustível. A cobertura do reajuste do diesel e da subvenção federal trata desse tema. A próxima etapa da Margem Equatorial é a perfuração em Mãe de Ouro, na Bacia Potiguar.
Fonte: Agência Brasil (29/10/2026), com informações da Petrobras.






