O petroleo Brent fechou abaixo de US$ 80 o barril pela primeira vez desde marco, em queda de 5,06% (US$ 4,21), a US$ 78,96, apos o anuncio de um acordo preliminar entre Estados Unidos e Ira que deve ampliar a oferta global da commodity.
A queda se intensificou depois que a imprensa internacional informou que os Estados Unidos vao permitir ao Ira retomar de imediato as vendas de petroleo e combustiveis, como parte do entendimento para encerrar o conflito no Oriente Medio. Autoridades dos dois paises afirmaram ter chegado a um acordo que pode reabrir o Estreito de Ormuz, rota estrategica para a exportacao mundial de petroleo.
Efeito nos combustiveis do Brasil
A cotacao internacional do petroleo e uma das principais referencias para a formacao de precos de gasolina e diesel no pais. A queda do barril abre espaco para alivio nos combustiveis, embora a Petrobras siga sua propria politica de precos e nao repasse automaticamente cada variacao do mercado externo.
Para o consumidor de Brasilia e do Distrito Federal, um eventual recuo nos precos nas bombas depende ainda do cambio e da decisao da estatal de ajustar valores nas refinarias.
- Brent fechou a US$ 78,96, menor patamar desde marco;
- Acordo EUA-Ira amplia a oferta global de petroleo;
- Possivel reabertura do Estreito de Ormuz pressiona precos para baixo;
- Repasse aos combustiveis depende da Petrobras e do cambio.
Para onde vao os precos
Analistas projetam que o Brent deve se estabilizar em uma faixa entre US$ 75 e US$ 85 o barril, dependendo da velocidade de normalizacao das exportacoes iranianas e da disciplina da Opep+ em manter o controle da oferta.
A queda da commodity tem efeito duplo para o Brasil. Por um lado, tende a aliviar a pressao sobre os combustiveis; por outro, pode reduzir a receita ligada as exportacoes de petroleo, um dos principais itens da pauta brasileira no exterior.








