Jaqueline Silva lidera pesquisa espontânea para distrital com 2,7%

agosto 5, 2026
Deputados distritais reunidos na bancada durante sessão ordinária na Câmara Legislativa do Distrito Federal

A deputada distrital Jaqueline Silva (MDB) aparece em primeiro lugar na pesquisa espontânea para a Câmara Legislativa do Distrito Federal divulgada nesta quarta-feira (5) pelo Correio Braziliense, com 2,7% das citações. O dado mais expressivo do levantamento, porém, está em outra linha: 62,2% dos entrevistados não souberam responder em quem votariam para deputado distrital.

Na sequência aparecem Chico Vigilante (PT), com 1,7%, e Pepa (PP), com 1,4%. Max Maciel (PSol) e Eduardo Pedrosa (União) empatam com 1,1%, e Joaquim Roriz Neto (PL) soma 1%.

A lista completa dos dez mais citados

  • Jaqueline Silva (MDB): 2,7%
  • Chico Vigilante (PT): 1,7%
  • Pepa (PP): 1,4%
  • Max Maciel (PSol): 1,1%
  • Eduardo Pedrosa (União): 1,1%
  • Joaquim Roriz Neto (PL): 1%
  • Robério Negreiros (Podemos): 0,7%
  • Fábio Félix (PSol): 0,7%
  • Martins Machado (Republicanos): 0,6%
  • Hermeto (MDB): 0,5%

O que a pesquisa espontânea mede

Na consulta espontânea, o entrevistador não apresenta lista de nomes. A pergunta é aberta e o eleitor responde de memória, sem estímulo. O resultado, por isso, funciona como um termômetro de lembrança de marca: mede quem o eleitor consegue nomear sem ajuda, não necessariamente quem ele escolheria diante de uma cédula.

Na modalidade estimulada, aplicada em outras perguntas do mesmo levantamento, o entrevistado recebe a relação de candidatos e escolhe um deles. Os percentuais nessa segunda forma costumam ser bem maiores, porque a lista reativa nomes que o eleitor reconhece mas não lembraria sozinho.

Percentuais baixos como os registrados agora são o padrão da disputa proporcional em agosto. A campanha ainda não começou, o horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão não foi ao ar e a maior parte do eleitorado só define o voto para deputado nas últimas semanas antes da votação.

A ficha técnica do levantamento

A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número DF-04077/2026. Foram ouvidos 1.109 eleitores em 31 regiões administrativas do Distrito Federal, entre 30 de julho e 1º de agosto de 2026. A margem de erro é de 3,3 pontos percentuais, para mais ou para menos.

A margem de erro de 3,3 pontos é maior do que a distância entre o primeiro e o décimo colocado na consulta espontânea, o que coloca todos os nomes da lista dentro de uma mesma faixa estatística.

Na prática, isso significa que a liderança de Jaqueline Silva não representa vantagem consolidada sobre os demais citados. O que o número indica com segurança é o tamanho da indefinição do eleitorado, medida pelos 62,2% que não citaram ninguém.

São 24 cadeiras em disputa

A Câmara Legislativa do Distrito Federal tem 24 deputados distritais. Diferentemente da eleição para governador e senador, a disputa distrital é proporcional: o total de votos somado pelos candidatos de cada partido, mais os votos de legenda, define o quociente que distribui as cadeiras entre as siglas.

Por esse cálculo, um candidato bem votado ajuda a eleger companheiros de partido, e um candidato com votação modesta pode entrar se a sigla tiver desempenho forte no conjunto. É o que torna a leitura de pesquisas proporcionais mais complexa do que a das majoritárias.

Como funciona o quociente eleitoral

O cálculo começa pelo quociente eleitoral, obtido pela divisão do total de votos válidos pelo número de cadeiras. Em seguida, os votos de cada partido são divididos por esse quociente para definir quantas vagas cabem à sigla. As sobras são distribuídas em rodadas sucessivas de médias.

Há ainda uma trava individual: para ser eleito, o candidato precisa alcançar ao menos 10% do quociente eleitoral. Quem fica abaixo desse piso não assume a cadeira, mesmo que o partido tenha conquistado a vaga, e a posição passa ao nome seguinte da lista que cumpra o requisito.

É esse desenho que faz da eleição distrital uma disputa de bancada, e não apenas de nomes isolados. Um candidato com votação expressiva puxa colegas de legenda, e um partido pulverizado pode somar votos sem eleger ninguém.

O calendário até a votação

As convenções partidárias se encerram nesta quarta-feira (5). Depois disso, os partidos apresentam os pedidos de registro à Justiça Eleitoral até 15 de agosto, e só a partir daí a lista de candidatos passa a ser definitiva. A votação do primeiro turno ocorre em 4 de outubro.

O horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão só entra no ar na reta final, e é ele que costuma redesenhar os números da disputa proporcional. Pesquisas de agosto para deputado, portanto, servem para medir ponto de partida, não para projetar resultado.

Leia também: a mesma pesquisa Correio/Opinião aplicada à disputa pelo Senado no DF.

Perguntas frequentes

Quem lidera a pesquisa espontânea para deputado distrital no DF?

Jaqueline Silva (MDB), com 2,7% das citações, segundo o levantamento Correio/Opinião divulgado em 5 de agosto de 2026.

Qual a diferença entre pesquisa espontânea e estimulada?

Na espontânea o eleitor responde sem lista de nomes, de memória. Na estimulada, ele recebe a relação de candidatos e escolhe um deles.

Qual o registro da pesquisa no TSE?

A pesquisa está registrada sob o número DF-04077/2026, com 1.109 entrevistados e margem de erro de 3,3 pontos percentuais.

Quantos deputados distritais o DF elege?

A Câmara Legislativa do Distrito Federal tem 24 deputados distritais, eleitos pelo sistema proporcional.

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