dom, 25 out

PEC da Segurança segue parada no Senado um mês após aprovação na Câmara

PEC da Segurança Pública está parada no Senado um mês após aprovação na Câmara. Crise entre Alcolumbre e Lula trava votação.

Por Denver Moura 2 min de leitura
PEC da Segurança segue parada no Senado um mês após aprovação na Câmara
Neste texto4 tópicos
  1. O que propõe a PEC da Segurança
  2. Crise política trava votação
  3. Propostas polêmicas foram rejeitadas na Câmara
  4. Impacto para a segurança no DF

A PEC da Segurança Pública (PEC 18/2025), que propõe incluir o Sistema Único da Segurança Pública na Constituição, segue parada no Senado Federal um mês após ter sido aprovada pela Câmara dos Deputados. A tensão entre o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e o presidente Lula trava o andamento da proposta.

O que propõe a PEC da Segurança

A PEC 18/2025 é considerada uma das principais propostas do governo federal para o combate ao crime organizado. Entre seus pontos centrais estão a criação de forças-tarefa conjuntas entre órgãos federais, estaduais e municipais de segurança, com cooperação obrigatória.

O texto também prevê sanções mais severas para líderes de organizações criminosas, incluindo a vedação à progressão de regime para chefes do crime organizado. Outro ponto polêmico é a suspensão de direitos políticos para presos provisórios.

A proposta amplia as competências da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal para atuação em ferrovias e hidrovias, além de determinar que 50% dos fundos federais de segurança sejam repassados diretamente aos estados, sem necessidade de convênios burocráticos.

Crise política trava votação

O desentendimento entre Alcolumbre e Lula surgiu após o presidente indicar Jorge Messias para uma vaga no Supremo Tribunal Federal, contrariando a preferência do senador pelo ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco. A insatisfação resultou em uma desaceleração de pautas governamentais no Senado.

A PEC ainda não tem relator designado nem rito definido para tramitação. Entre os nomes cogitados para a relatoria estão Alessandro Vieira (MDB-SE), Otto Alencar (PSD-BA) e Omar Aziz (PSD-AM).

A paralisia preocupa especialistas em segurança pública, que veem na PEC uma oportunidade de avanço institucional no combate à criminalidade.

Propostas polêmicas foram rejeitadas na Câmara

Durante a tramitação na Câmara dos Deputados, parlamentares tentaram incluir na PEC temas controversos como a redução da maioridade penal e o veto à participação de presos em eleições. Ambas as propostas foram rejeitadas em votação.

A versão aprovada pela Câmara também destina 30% da arrecadação de impostos sobre apostas esportivas ao Fundo Nacional de Segurança Pública, criando uma nova fonte de financiamento para o setor.

Impacto para a segurança no DF

A aprovação da PEC teria impacto direto no Distrito Federal, que depende de recursos federais para manter suas forças de segurança. A ampliação dos repasses sem exigência de convênios simplificaria o acesso do DF aos fundos de segurança pública.

O DF, por sua condição de ente federativo atípico, tem suas polícias Civil e Militar vinculadas ao governo federal, o que torna a PEC da Segurança especialmente relevante para a região.

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