No DF, 11 é Celina e 13 é Grass; 26,6 mil digitaram 22 e anularam o voto
No DF, 11 é Celina Leão e 13 é Leandro Grass. No primeiro turno, 26.603 eleitores digitaram 22 para governador e anularam o voto.

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Neste domingo (25), o 11 é Celina Leão (PP) e o 13, Leandro Grass (PT) na urna do DF. No primeiro turno, 26.603 eleitores digitaram 22, número do PL sem candidato ao governo, e o voto foi anulado, segundo o O Hoje.
O 22 foi o segundo código inválido mais digitado para governador, atrás só do 00, com 35.811 registros. O cargo teve 89.910 votos nulos e 74.774 em branco. Celina fechou o turno com 825.530 votos (49,93%) e Grass, com 569.930 (34,47%). O jornal registra que "os dados da Justiça Eleitoral não permitem afirmar que esses votos seriam destinados à governadora".
Por que o 22 confundiu tanta gente?
A Agência Brasil lembra que o 22 é o número do PL, partido de Flávio Bolsonaro, que disputa a Presidência. A mesma urna pede dois votos no DF, presidente e governador. Na tela da Presidência valem o 13 (Lula, PT) e o 22 (Flávio). Na tela do governo do DF o 22 não existe: valem só o 11 e o 13.
O tropeço não ficou restrito ao DF. No Rio de Janeiro, cerca de 204 mil eleitores digitaram 13 para governador, acreditando votar em Eduardo Paes, que não é do PT, e tiveram o voto anulado. O número certo dele era 55. Segundo o NC News, a campanha de Celina prometeu reforçar o 11 no segundo turno. O episódio do panfleto com o 22 no lugar do 11 está no texto sobre a negativa de Grass.

O que levar e o que fica fora da cabine
A lei permite levar a colinha, um papel com os números escritos à caneta. O celular não entra. Nas palavras da Agência Brasil, "o aparelho celular, no entanto, deve ser entregue aos mesários antes de entrar na cabine de votação". A regra vale para qualquer equipamento que fotografe, grave ou transmita imagem, e o objetivo é preservar o sigilo do voto.
- Documento de identificação com foto, indispensável para votar.
- Título de eleitor ou e-Título, que mostram zona e seção, mas não são obrigatórios.
- Colinha de papel com o 11 ou o 13 para governador e o número do candidato a presidente.
- Celular guardado ou entregue ao mesário antes de entrar na cabine.
Quem se recusar a entregar o aparelho pode ser impedido de votar naquele momento, e a mesa receptora pode registrar o caso. O endereço da seção também pode mudar entre os turnos, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Abra o e-Título, toque em "onde votar" e confira zona, seção e rota antes de sair de casa.
Até que horas dá para votar?
As seções funcionam das 8h às 17h. Neste turno o eleitor vota para presidente da República e, em seis unidades da federação, também para governador: Acre, Amazonas, Distrito Federal, Espírito Santo, Rio Grande do Norte e Tocantins. Na urna, digite o número, confira nome e foto na tela e só então confirme. Errou um dígito? Corrija antes de confirmar.
Quem estiver fora do domicílio eleitoral pode justificar a ausência pelo e-Título ou em uma mesa receptora até as 17h, e o prazo para fazer o pedido depois da votação vai até 8 de janeiro de 2027, segundo o TRE-DF, como detalha o texto sobre justificativa e título.
Como denunciar crime eleitoral no DF?
A Polícia Militar do DF montou quatro mesas no Centro de Operações (Copom) para receber ocorrências de crime eleitoral neste domingo, contra uma só no primeiro turno. O acionamento é pelo 190, e a central divide as viaturas em quatro regiões: Oeste, Leste, Centro Urbano e Sul. Os casos de crime eleitoral seguem depois para a Polícia Federal, como mostra o texto sobre as mesas de denúncia da PMDF.
Para tirar dúvidas na hora, o TSE mantém o ChatVote, assistente virtual da Justiça Eleitoral, no canto inferior esquerdo da página. A urna fecha às 17h e a apuração começa depois desse horário.






