PCDF cumpre 14 mandados contra 'consórcio do tráfico' que movimentou R$ 1,3 milhão
Operação Consortium mira grupo que comprava drogas fora do DF por rateio e lavava dinheiro em loja de peças; 14 mandados em Samambaia, Sol Nascente e Taguatinga.

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A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou na manhã desta sexta-feira, 23, a Operação Consortium contra um grupo suspeito de comprar drogas em outros estados e abastecer traficantes do DF por rateio de custos, como num consórcio. Policiais cumpriram 14 mandados de busca e apreensão em Samambaia, Sol Nascente e Taguatinga.
A investigação é da 26ª Delegacia de Polícia, em Samambaia Norte. Quatro homens apontados como integrantes da organização são os alvos centrais da ação, segundo o Jornal de Brasília e o Metrópoles, que divulgaram os dados repassados pela corporação. A PCDF não divulgou os nomes dos investigados.
Como o esquema funcionava
Segundo a polícia, traficantes locais depositavam dinheiro com um núcleo responsável pela compra e pela logística. O grupo adquiria a droga fora do DF e a trazia por rodovia. Chácaras em Samambaia e no Sol Nascente guardavam o material. Depois, o produto era dividido entre os participantes, que o vendiam nas ruas.
A PCDF afirma que o objetivo da operação vai além das apreensões: mirar o dinheiro que sustenta a atividade. Por isso a investigação avançou sobre o braço financeiro do grupo.
A loja de peças que movimentou R$ 1,3 milhão
Um dos alvos está registrado como loja de peças automotivas. Em dois meses, a conta da empresa movimentou R$ 1,3 milhão. A perícia concluiu que o estabelecimento não tinha estrutura física compatível com esse volume de vendas, o que reforçou a suspeita de que a pessoa jurídica servia para ocultar valores do tráfico. A polícia identificou outras empresas de fachada usadas para receber o dinheiro dos revendedores e enviá-lo aos fornecedores de fora do DF.
O caso começou em junho de 2025. Naquele mês, agentes da 26ª DP prenderam um homem apontado como responsável pelo tráfico nas quadras 621 e 623 de Samambaia. As provas colhidas na prisão mostraram que ele era apenas a ponta de uma rede maior de fornecedores.
Que crimes estão em apuração
Os investigados poderão responder por tráfico de drogas, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Somadas, as penas podem chegar a 33 anos de prisão, de acordo com a PCDF. Até a publicação desta matéria, a defesa dos alvos não havia se manifestado nas reportagens consultadas, e ninguém foi condenado: as pessoas citadas são suspeitas e têm direito à ampla defesa.
O material apreendido nas buscas ainda passará por análise. A PCDF não informou quantidade de droga, armas ou dinheiro apreendidos nesta sexta-feira.
Operações parecidas no DF
O foco no dinheiro do tráfico aparece em outras ações recentes da polícia no DF. Em setembro, a PCDF fez a Operação Supply contra o tráfico em Ceilândia e no Sol Nascente, e a Polícia Federal já havia mirado esquema de lavagem na Operação Narcofluxo.
Quem tiver informação sobre tráfico de drogas pode denunciar de forma anônima ao Disque 197 da PCDF ou pelo 190 em caso de flagrante. As buscas e as análises da 26ª DP seguem em andamento.






