seg, 12 out
Segurança

PCDF procura dupla que matou funcionário do metrô em Taguatinga

Polícia divulgou as imagens de dois procurados pela morte de Wendell Silva Costa, morto com sete tiros em março do ano passado. O mandante, irmão da vítima, foi preso.

Por Denver Moura 4 min de leitura
Entrada de estação do metrô de Brasília, com marquise de concreto e painel de azulejos
Neste texto5 tópicos
  1. Quem a polícia ainda procura
  2. O que se sabe sobre a motivação
  3. Um ano de apuração até a prisão
  4. O que significa a prisão preventiva
  5. Como fica agora

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) divulgou nesta segunda-feira (24) as imagens de dois homens procurados pela morte de Wendell Silva Costa, funcionário do Metrô-DF assassinado a tiros em Taguatinga em março do ano passado. O mandante apontado pela investigação, irmão da vítima, foi preso em 20 de agosto.

O crime ocorreu no início da madrugada de 17 de março de 2025. Segundo a apuração da 12ª Delegacia de Polícia, em Taguatinga, a vítima havia acabado de entrar no próprio carro quando o atirador se aproximou e efetuou sete disparos. Wendell morreu no local, sem chance de defesa.

A investigação levou pouco mais de um ano até chegar à ordem de prisão contra o suspeito de encomendar a execução: um homem de 41 anos, irmão do funcionário do metrô. Ele foi preso na manhã de 20 de agosto, por mandado de prisão preventiva.

Quem a polícia ainda procura

Dois investigados continuam foragidos. O primeiro é o homem de 33 anos apontado como autor dos disparos. O segundo, de 22 anos, é suspeito de ter fornecido a arma usada no crime. As fotos dos dois foram divulgadas pela PCDF, que pede a colaboração da população para localizá-los.

Quem tiver informação sobre o paradeiro dos procurados pode acionar a corporação por três canais, sem precisar se identificar:

  • Disque-Denúncia 197, gratuito e disponível 24 horas
  • WhatsApp (61) 98626-1197
  • E-mail denuncia197@pcdf.df.gov.br

O sigilo do denunciante é garantido por lei. A polícia orienta que ninguém tente abordar os suspeitos.

O que se sabe sobre a motivação

A investigação aponta dívidas entre os irmãos como motivação do assassinato. O valor de R$ 40 mil aparece nas duas descrições divulgadas até agora, com papéis diferentes. O Correio Braziliense informa que o homicídio teria sido encomendado por aproximadamente essa quantia. O Jornal Opção registra que R$ 40 mil era o montante que o suspeito de 41 anos devia à vítima, e que ele teria mandado matar o irmão para encerrar as cobranças. A PCDF não detalhou publicamente qual das duas versões corresponde ao inquérito.

O que as duas descrições têm em comum é o núcleo do caso: um crime encomendado dentro da própria família, com participação de pelo menos três pessoas e execução planejada, em horário e local escolhidos para pegar a vítima sozinha.

Um ano de apuração até a prisão

Casos de homicídio por encomenda costumam depender de prova indireta, porque quem paga não aparece na cena. A linha seguida pela 12ª DP passou pela reconstituição da relação financeira entre os envolvidos e pela identificação da cadeia que ligou o mandante ao atirador, incluindo quem cedeu a arma.

Enquanto os dois foragidos não forem localizados, o inquérito segue aberto. O mandante preso responde por homicídio qualificado, crime cuja pena vai de 12 a 30 anos de reclusão. A qualificadora por motivo torpe e o recurso que dificultou a defesa da vítima costumam ser apontados nesse tipo de denúncia, e cabe ao Ministério Público formalizar o enquadramento ao oferecer a acusação.

Wendell Silva Costa trabalhava no Metrô-DF, companhia pública que opera a linha ligando o Plano Piloto às regiões do Guará, Águas Claras, Taguatinga, Ceilândia e Samambaia.

O que significa a prisão preventiva

O mandante foi preso por mandado de prisão preventiva, modalidade que não tem prazo fixo de duração e é decretada pela Justiça quando há indício de autoria e razão para manter o investigado fora de circulação, como risco à instrução do processo, à ordem pública ou de fuga.

Ela é diferente da prisão temporária, limitada no tempo e usada durante a fase de investigação, e não se confunde com condenação. O suspeito responde ao processo preso, mas segue sob presunção de inocência até decisão definitiva.

Como fica agora

Com o mandante preso, o próximo passo da polícia é a captura dos dois procurados. Só a partir daí o inquérito pode ser concluído e enviado ao Ministério Público, que decide sobre a denúncia à Justiça.

A divulgação de imagens de foragidos é um recurso usado pela PCDF quando a investigação já tem autoria definida e falta localizar o suspeito. Nesses casos, a informação da população costuma ser o que fecha a conta, sobretudo quando há suspeita de que os procurados deixaram o Distrito Federal.

Na semana passada, outra investigação da PCDF na região ganhou repercussão: vídeos mostraram agentes da corporação xingando um vigilante baleado no Gama, caso que foi parar na Corregedoria.

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