PCDF procura dupla que matou funcionário do metrô em Taguatinga

agosto 24, 2026
Entrada de estação do metrô de Brasília, com marquise de concreto e painel de azulejos

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) divulgou nesta segunda-feira (24) as imagens de dois homens procurados pela morte de Wendell Silva Costa, funcionário do Metrô-DF assassinado a tiros em Taguatinga em março do ano passado. O mandante apontado pela investigação, irmão da vítima, foi preso em 20 de agosto.

O crime ocorreu no início da madrugada de 17 de março de 2025. Segundo a apuração da 12ª Delegacia de Polícia, em Taguatinga, a vítima havia acabado de entrar no próprio carro quando o atirador se aproximou e efetuou sete disparos. Wendell morreu no local, sem chance de defesa.

A investigação levou pouco mais de um ano até chegar à ordem de prisão contra o suspeito de encomendar a execução: um homem de 41 anos, irmão do funcionário do metrô. Ele foi preso na manhã de 20 de agosto, por mandado de prisão preventiva.

Quem a polícia ainda procura

Dois investigados continuam foragidos. O primeiro é o homem de 33 anos apontado como autor dos disparos. O segundo, de 22 anos, é suspeito de ter fornecido a arma usada no crime. As fotos dos dois foram divulgadas pela PCDF, que pede a colaboração da população para localizá-los.

Quem tiver informação sobre o paradeiro dos procurados pode acionar a corporação por três canais, sem precisar se identificar:

  • Disque-Denúncia 197, gratuito e disponível 24 horas
  • WhatsApp (61) 98626-1197
  • E-mail denuncia197@pcdf.df.gov.br

O sigilo do denunciante é garantido por lei. A polícia orienta que ninguém tente abordar os suspeitos.

O que se sabe sobre a motivação

A investigação aponta dívidas entre os irmãos como motivação do assassinato. O valor de R$ 40 mil aparece nas duas descrições divulgadas até agora, com papéis diferentes. O Correio Braziliense informa que o homicídio teria sido encomendado por aproximadamente essa quantia. O Jornal Opção registra que R$ 40 mil era o montante que o suspeito de 41 anos devia à vítima, e que ele teria mandado matar o irmão para encerrar as cobranças. A PCDF não detalhou publicamente qual das duas versões corresponde ao inquérito.

O que as duas descrições têm em comum é o núcleo do caso: um crime encomendado dentro da própria família, com participação de pelo menos três pessoas e execução planejada, em horário e local escolhidos para pegar a vítima sozinha.

Um ano de apuração até a prisão

Casos de homicídio por encomenda costumam depender de prova indireta, porque quem paga não aparece na cena. A linha seguida pela 12ª DP passou pela reconstituição da relação financeira entre os envolvidos e pela identificação da cadeia que ligou o mandante ao atirador, incluindo quem cedeu a arma.

Enquanto os dois foragidos não forem localizados, o inquérito segue aberto. O mandante preso responde por homicídio qualificado, crime cuja pena vai de 12 a 30 anos de reclusão. A qualificadora por motivo torpe e o recurso que dificultou a defesa da vítima costumam ser apontados nesse tipo de denúncia, e cabe ao Ministério Público formalizar o enquadramento ao oferecer a acusação.

Wendell Silva Costa trabalhava no Metrô-DF, companhia pública que opera a linha ligando o Plano Piloto às regiões do Guará, Águas Claras, Taguatinga, Ceilândia e Samambaia.

O que significa a prisão preventiva

O mandante foi preso por mandado de prisão preventiva, modalidade que não tem prazo fixo de duração e é decretada pela Justiça quando há indício de autoria e razão para manter o investigado fora de circulação, como risco à instrução do processo, à ordem pública ou de fuga.

Ela é diferente da prisão temporária, limitada no tempo e usada durante a fase de investigação, e não se confunde com condenação. O suspeito responde ao processo preso, mas segue sob presunção de inocência até decisão definitiva.

Como fica agora

Com o mandante preso, o próximo passo da polícia é a captura dos dois procurados. Só a partir daí o inquérito pode ser concluído e enviado ao Ministério Público, que decide sobre a denúncia à Justiça.

A divulgação de imagens de foragidos é um recurso usado pela PCDF quando a investigação já tem autoria definida e falta localizar o suspeito. Nesses casos, a informação da população costuma ser o que fecha a conta, sobretudo quando há suspeita de que os procurados deixaram o Distrito Federal.

Na semana passada, outra investigação da PCDF na região ganhou repercussão: vídeos mostraram agentes da corporação xingando um vigilante baleado no Gama, caso que foi parar na Corregedoria.

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