seg, 19 out

Paralisação dos professores do DF: ato no Buriti às 9h e aulas suspensas, diz Sinpro

Sinpro-DF convoca paralisação geral e ato na Praça do Buriti às 9h da quarta, 21. Celina pede que a categoria desista. Veja o que se sabe sobre as aulas.

Por Redação Sou Brasília 3 min de leitura
Fachada do Palácio do Buriti, sede do governo do DF, com arco-íris e canteiro de flores, em foto de arquivo
Foto de arquivo: Agência Brasília/Wikimedia Commons, CC BY 2.0
Neste texto4 tópicos
  1. Tem aula na quarta-feira?
  2. Por que o Sinpro convocou o ato
  3. O que diz o GDF
  4. O que vem depois

O Sindicato dos Professores no DF (Sinpro-DF) convocou uma paralisação geral da rede pública para esta quarta-feira, 21 de outubro, com ato às 9h na Praça do Buriti. Segundo o sindicato, todas as escolas públicas do Distrito Federal vão aderir e suspender as aulas no dia. A governadora Celina Leão (PP) pediu que a categoria desista.

Tem aula na quarta-feira?

A resposta depende da adesão de cada escola. O Sinpro afirma que a paralisação será geral, mas a convocação é do sindicato, não da Secretaria de Educação (SEEDF). Até a publicação, a SEEDF não tinha comunicado sobre aulas, reposição ou desconto de ponto para o dia 21.

Quem tem filho na rede pública deve confirmar com a direção da escola se haverá atividade.

  • Data e hora do ato: quarta-feira, 21 de outubro, às 9h
  • Local: Praça do Buriti, em frente ao Palácio do Buriti, no Plano Piloto
  • Transporte do sindicato: ônibus saem de várias regiões administrativas e do Entorno, às 8h, segundo o Sinpro
  • Fonte oficial do sindicato: página do Sinpro-DF com os locais de embarque

Por que o Sinpro convocou o ato

Em nota de convocação, o sindicato diz protestar contra o que chama de autoritarismo da governadora e do secretário de Educação, Thiago Peixoto. A lista de queixas tem quatro pontos.

O primeiro é a ordem que proíbe o sindicato de fixar cartazes nas escolas. Segundo o Brasil de Fato, os cartazes removidos traziam fotos de deputados distritais que aprovaram a compra do Banco Master pelo BRB e de figuras públicas citadas no caso. O segundo é a imposição de um cronograma e de materiais pedagógicos que, para o Sinpro, não foram construídos pelas escolas.

Os outros dois são pautas de negociação. O sindicato diz que não conversa com o governo há mais de 20 dias e que estão paradas as discussões sobre o calendário escolar de 2027 e o concurso de remanejamento. A convocação também cita superlotação, problemas no sistema Educa-DF e falta de estrutura.

O que diz o GDF

Em caminhada de campanha no Pôr do Sol, na segunda-feira, 19, Celina Leão fez um apelo ao sindicato. "É um momento de politização, quatro dias antes da eleição", afirmou, segundo o Metrópoles. O segundo turno é no domingo, 25. A governadora reconheceu que os professores têm reivindicações válidas e disse estar disposta a negociar, mas pediu que a mobilização fique para depois.

O secretário Thiago Peixoto, em vídeo publicado nas redes, afirmou que a retirada dos cartazes cumpre uma decisão judicial e acusou a direção do Sinpro de atuar como plataforma político-eleitoral, conforme o Política Distrital. Ele citou ainda a nomeação de mais de 2.600 professores nos últimos dias e disse que o edital de um novo concurso, com mais de 10 mil vagas, está previsto para o início de novembro.

O SouBrasília já tratou das duas frentes: a nomeação de professores aprovados no concurso da SEEDF e a chegada de Thiago Peixoto à pasta.

O que vem depois

O sindicato publica as atualizações do ato no próprio site. Esta matéria será atualizada se o GDF ou o Sinpro mudarem a decisão ou divulgarem orientação sobre as aulas.

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