Grupo tinha funções divididas entre falsos roubados, orientadores de ocorrências e lavadores de dinheiro; mandados foram cumpridos no DF, no Rio e em Anápolis
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou nesta quarta-feira (18/3) uma operação para desarticular um grupo criminoso especializado em golpes contra seguradoras. Batizada de Operação Tokio, a ação cumpriu mandados de busca e apreensão expedidos pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) simultaneamente em três estados: no próprio DF, no Rio de Janeiro e em Anápolis (GO).
Como funcionava o esquema
O modus operandi da quadrilha era elaborado e envolvia planejamento coletivo. Os integrantes combinavam versões falsas entre si, preparavam documentação forjada e, em seguida, simulavam ter sido vítimas de roubos que nunca aconteceram. Com base nesses relatos fabricados, acionavam as seguradoras para receber indenizações indevidas.
Para dar ainda mais aparência de legalidade ao golpe, os criminosos também registravam boletins de ocorrência na Polícia Civil com as mesmas histórias inventadas — criando um rastro documental que tentava sustentar as fraudes perante as empresas seguradoras.
Divisão de funções dentro do grupo
A quadrilha operava com papéis bem distribuídos entre seus membros. Uma parte dos envolvidos assumia o papel de suposta vítima dos roubos fictícios. Outro segmento era responsável por orientar os comparsas sobre como registrar corretamente as ocorrências policiais e como solicitar as indenizações junto às seguradoras, garantindo consistência nas versões apresentadas. Havia ainda um terceiro grupo, encarregado de movimentar os valores obtidos por meio de contas bancárias próprias ou de terceiros — uma camada adicional para dificultar o rastreamento do dinheiro.
O nome da operação e a referência à Casa de Papel
A escolha do nome Tokio para a operação não foi aleatória. Uma das principais suspeitas usava esse apelido como referência à personagem da série espanhola A Casa de Papel — coincidência que os investigadores aproveitaram para batizar a ação policial.
Apreensões e próximos passos
Durante os cumprimentos dos mandados, os agentes recolheram celulares, documentos e mídias eletrônicas dos investigados. O material apreendido será analisado pela PCDF para avançar nas apurações e identificar a extensão das fraudes cometidas. A polícia também representou pela expedição de mandados de prisão temporária contra os membros do grupo.
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