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ONU vota neste sábado uso de força militar no Estreito de Ormuz; China e Rússia se opõem

Resolução proposta pelo Bahrein autoriza uso de força por 6 meses. China, Rússia e França têm poder de veto e se opõem. Estreito movimenta 20 milhões de barris/dia.

Por Denver Moura atualizada em 2 min de leitura
ONU vota neste sábado uso de força militar no Estreito de Ormuz; China e Rússia se opõem
Neste texto3 tópicos
  1. O que propõe a resolução
  2. Quem é contra
  3. Por que o Estreito é importante

O Conselho de Segurança da ONU vota neste sábado (4) uma resolução que autoriza o uso de “todos os meios defensivos necessários” para proteger a navegação comercial no Estreito de Ormuz, bloqueado pelo Irã desde fevereiro. China, Rússia e França se opõem à medida.

O que propõe a resolução

Apresentada pelo Bahrein, a resolução autoriza países a usar força militar por seis meses para garantir a passagem de navios e impedir tentativas de bloqueio no estreito. O texto permite ações defensivas para proteger a navegação comercial na região.

Quem é contra

Três membros permanentes do Conselho de Segurança — China, Rússia e França — possuem poder de veto e se opõem à autorização de ação militar. A rejeição por qualquer um deles barra automaticamente a resolução, independentemente dos votos favoráveis.

Para ser aprovada, a resolução precisa de pelo menos 9 votos a favor e nenhum veto dos 5 membros permanentes.

Por que o Estreito é importante

O Estreito de Ormuz tem apenas 33 km de largura e é a única saída do Golfo Pérsico para águas abertas. Por ele passam cerca de 20 milhões de barris de petróleo por dia, tornando seu bloqueio uma ameaça à economia global.

A Guarda Revolucionária do Irã fechou o estreito no final de fevereiro, no contexto do conflito militar com os Estados Unidos que se estende desde então.

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