qua, 14 out
Saúde

Celina anuncia novo sistema de regulação para limpar a fila de cirurgias no DF

Governadora diz que novo sistema vai limpar a lista de espera, integrar dados com Goiás e acompanhar cirurgias em tempo real. Veja o que já se sabe.

Por Redação Sou Brasília 4 min de leitura
Entrada do ambulatório do Hospital Regional da Asa Norte (HRAN), em Brasília, com pacientes saindo
Foto: Agência Brasília/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)
Neste texto6 tópicos
  1. O que muda na fila de cirurgia do DF
  2. Cirurgias na rede privada contratada
  3. Como consultar sua posição na fila hoje
  4. Novas UPAs e hospitais citados na entrevista
  5. Salário de médico na rede pública
  6. O que acompanhar

A governadora e candidata à reeleição Celina Leão (PP) anunciou nesta quarta-feira, 14, a troca do sistema de regulação da saúde do Distrito Federal por um novo, com prontuário eletrônico unificado. Segundo ela, a mudança vai "limpar" a lista de espera de cirurgias e consultas e integrar os dados do DF com os de Goiás.

O anúncio saiu em entrevista à rádio Nova Brasil FM, na manhã de hoje, publicada pelo Jornal de Brasília. As datas de implantação não foram divulgadas, e a Secretaria de Saúde ainda não detalhou o cronograma. O que se sabe até agora vem das declarações da própria governadora.

O que muda na fila de cirurgia do DF

Celina descreveu o sistema atual como antigo. "Utilizava até algumas planilhas de Word, de Excel e papel físico", afirmou. O novo, segundo ela, permitirá acompanhar a lista virtualmente, em tempo real.

O sistema, afirmou, vai identificar quem ainda aguarda e foi retirado da fila por erro ou falha de comunicação. A promessa é "higienização tecnológica" da lista. Na prática, pacientes que saíram do registro sem ter sido operados devem voltar a ser localizados.

Há ainda um número. Ela citou que cerca de 30% das ausências em cirurgias eletivas decorrem de falha de comunicação, telefone desatualizado ou descompasso nos registros de presença das unidades. O dado foi dado em entrevista, sem fonte oficial divulgada.

Cirurgias na rede privada contratada

O sistema novo não chega amanhã. Até lá, o GDF recorre à rede particular. Celina confirmou o início de um pacote de cerca de 4 mil cirurgias ortopédicas eletivas, executadas em hospitais privados contratados.

Os editais para prestadores credenciados foram reformulados. Agora, as empresas precisam fazer integralmente os exames de risco cirúrgico antes da operação, para evitar cancelamentos.

No dia 6, Celina reuniu representantes do setor privado no Palácio do Buriti. Falou então em um novo edital de R$ 50 milhões, para mais de 3 mil cirurgias, e pediu adesão também em ginecologia e otorrinolaringologia. Naquela reunião, afirmou que a meta não é zerar a fila, e sim reduzir o tempo de espera.

Como consultar sua posição na fila hoje

Até a troca, a consulta continua pelos canais atuais. Quem espera por cirurgia eletiva pode acompanhar a posição no Mapa Social da Saúde, painel do Ministério Público do DF e Territórios. O passo a passo está no guia do SouBrasília sobre como consultar a posição na fila de cirurgia eletiva.

  • Telefone: confirme na unidade de saúde que o seu número de contato está certo. Foi a falha que a governadora apontou como causa de faltas.
  • Convocação: responda à ligação ou mensagem da regulação e avise se não puder comparecer.
  • Exames: leve os de risco cirúrgico pedidos pelo médico, quando o hospital exigir.

Para entender como funciona o encaminhamento entre unidades, veja também a matéria sobre regulação e leitos no Hospital de Base.

Novas UPAs e hospitais citados na entrevista

Das sete UPAs prometidas, Celina disse que cinco ficam prontas ainda este ano, com expectativa de até 700 mil atendimentos a mais por ano. As do Arapoanga e de Águas Quentes ficam para 2027, por problema de terreno e início tardio das obras.

Sobre os hospitais, ela afirmou que as obras do Hospital do Recanto das Emas chegaram à quarta laje. As unidades de São Sebastião e do Guará receberam liberação recente do Tribunal de Contas do DF. A licitação do Hospital Oncológico foi reaberta depois da falência da contratada anterior, e o edital do Hospital de Doenças Raras está previsto para janeiro.

Salário de médico na rede pública

Celina também quer reestruturar os vencimentos das carreiras médicas e dos servidores de Gestão e Assistência à Saúde. Ela vê risco de perder profissionais. "O salário do médico é R$ 8.000 para 20 horas. Ele não fica, ganha isso em dois plantões", declarou. Não há proposta formal nem data de envio à Câmara Legislativa. Fica o registro.

O que acompanhar

O próximo passo é a Secretaria de Saúde divulgar o cronograma do novo sistema e como ficará a integração com Goiás. Também falta saber se o prontuário unificado valerá para todas as regiões de saúde ao mesmo tempo. O SouBrasília atualiza esta matéria quando houver ato oficial.

Fonte: Jornal de Brasília, entrevista de 14/10/2026, e reunião de 6/10 no Buriti.

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