O jornalista Renato Machado, que apresentou o Bom Dia Brasil por 15 anos, morreu na manhã desta quinta-feira (16), aos 83 anos, na Clínica São Vicente, na Gávea, zona sul do Rio de Janeiro. A morte foi confirmada pela TV Globo.
A causa da morte não foi divulgada pela família. Até a publicação desta reportagem, também não havia informação oficial sobre velório e sepultamento.
Dono de um estilo sóbrio, Machado se tornou um dos rostos mais conhecidos do telejornalismo brasileiro à frente do Bom Dia Brasil, que comandou de 1996 a 2011.
Quinze anos à frente do Bom Dia Brasil
Foi no telejornal matinal da Globo que Renato Machado construiu sua imagem mais duradoura junto ao público. No período em que ancorou o programa, o Bom Dia Brasil se consolidou como um dos principais noticiários da televisão do país.
Na bancada, dividiu o estúdio com nomes como Leilane Neubarth e Renata Vasconcellos, segundo relembrou o Jornal Opção. Depois de deixar o comando do matinal, seguiu na emissora como repórter especial, com trabalhos para o Globo Repórter.
Em depoimento ao projeto Memória Globo, o próprio jornalista resumiu a relação com o ofício:
“É um universo de aprendizado que, a cada dia, você vê que erra”, disse Renato Machado ao Memória Globo.
Correspondente internacional e coberturas históricas
Antes de se fixar na bancada, Machado rodou o mundo como correspondente. De acordo com o Jornal Opção, ele entrou na TV Globo em 1982 e participou de algumas das coberturas mais marcantes das décadas seguintes:
- Guerra das Malvinas, entre Argentina e Reino Unido (1982);
- Atentados em Paris, quando era baseado em Londres (1986);
- Desastre nuclear de Chernobyl, na então União Soviética (1986);
- Impeachment do presidente Fernando Collor (1992);
- Morte do piloto Ayrton Senna (1994).
A ligação com Londres marcou dois momentos da carreira. Depois da primeira passagem como correspondente nos anos 1980, o jornalista voltou à capital britânica a partir de 2011, quando passou a produzir séries especiais sobre gastronomia e vinhos na Europa, com destaque para a região francesa da Provença.
Em 2016, ainda segundo o Jornal Opção, foi indicado ao Emmy Internacional pela reportagem “A arte como passaporte”.
A carreira somou mais de quatro décadas. Além do matinal, Machado passou por outros telejornais da casa, como Jornal da Globo, RJTV e Jornal Hoje, e integrou a bancada do Jornal Nacional, conforme levantamento do Correio Braziliense.
Referência de credibilidade no telejornalismo
A trajetória de Machado atravessou gerações de telespectadores e de colegas de redação. O estilo direto e a experiência em grandes coberturas fizeram dele uma referência de credibilidade dentro e fora da Globo, reconhecimento repetido nas homenagens publicadas por veículos de todo o país nesta quinta.
O noticiário nacional desta semana também acompanha a reta final da Copa do Mundo, com a final entre Argentina e Espanha no domingo (19), com transmissão da TV Globo.
Novas informações sobre velório e homenagens devem ser divulgadas pela família e pela emissora nas próximas horas.








