A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) cumpriu na sexta-feira (14) um mandado de busca e apreensão contra um homem de 20 anos suspeito de se passar por policial civil nas redes sociais. A ação, batizada de Operação Cover, foi conduzida pela 29ª Delegacia de Polícia, que atende o Riacho Fundo, e terminou com a prisão em flagrante da mãe do investigado por receptação.
Segundo a corporação, o jovem publicava imagens usando uma camiseta com identificação da PCDF e divulgava o que seria um documento com o timbre da instituição, além de uma arma de fogo. O material servia para construir nas redes a imagem de um agente público que ele não é.
O que foi apreendido na casa do investigado
O mandado foi cumprido na residência do investigado, no Riacho Fundo. Os policiais recolheram os objetos que apareciam nas publicações e um aparelho celular que tinha registro de furto, o que motivou a prisão em flagrante da mãe do suspeito.
- Camiseta com identificação da Polícia Civil do Distrito Federal
- Documento que aparentava trazer o timbre da corporação
- Arma de fogo
- Celular com restrição por furto, encontrado com a mãe do investigado
De acordo com a PCDF, o investigado publicava imagens nas redes sociais usando uma camiseta da corporação, além de divulgar o que seria um documento com o timbre da instituição e uma arma de fogo.
A corporação não informou prisão do investigado. A mãe dele foi autuada em flagrante por receptação e o caso segue sob apuração da 29ª DP, que ainda vai analisar o material recolhido.
Quem é preso em flagrante passa por audiência de custódia em até 24 horas, conforme o artigo 310 do Código de Processo Penal. Nessa etapa, o juiz decide se relaxa a prisão por ilegalidade, se a converte em preventiva ou se concede liberdade provisória, com ou sem fiança. Para investigado que responde solto, o artigo 10 do mesmo código fixa em 30 dias o prazo de conclusão do inquérito, prorrogável a pedido da autoridade policial.
O que a lei diz sobre fingir ser policial
Fingir-se funcionário público é contravenção penal prevista no artigo 45 do Decreto-Lei 3.688/1941, com pena de prisão simples de um a três meses ou multa. O artigo seguinte, o 46, pune com a mesma pena quem usa publicamente uniforme ou distintivo de função pública que não exerce.
Quando a conduta envolve atribuir-se falsa identidade para obter vantagem ou causar dano a outra pessoa, o enquadramento passa ao artigo 307 do Código Penal, com detenção de três meses a um ano ou multa, desde que o fato não configure crime mais grave. Já o uso de documento falso, previsto no artigo 304, tem pena bem maior, equiparada à da falsificação do documento original.
A receptação imputada à mãe do investigado está no artigo 180 do Código Penal e prevê reclusão de um a quatro anos e multa para quem adquire, recebe, transporta ou oculta coisa que sabe ser produto de crime.
Por que a farda falsa preocupa a polícia
Identidade funcional simulada não fica restrita à vitrine da rede social. É insumo de golpe. Criminosos que se apresentam como agentes públicos conseguem abrir portas, pedir documentos, cobrar taxas inexistentes e convencer a vítima a entregar dinheiro ou o cartão bancário sem resistência, porque o uniforme e o crachá funcionam como senha de confiança.
Idosos são o alvo preferencial desse tipo de abordagem no Distrito Federal. Nos golpes mais frequentes, o autor liga dizendo que houve movimentação suspeita na conta da vítima e depois envia um suposto agente para recolher o cartão em casa.
Quem receber a visita de alguém que se apresenta como policial pode pedir a identidade funcional e confirmar a informação antes de qualquer coisa. A Polícia Civil do DF atende pelo 197 e recebe registros pela Delegacia Eletrônica, disponível no site da corporação. Em situação de crime em andamento, o telefone é o 190.
Próximos passos da investigação
O inquérito segue na 29ª Delegacia de Polícia, que vai periciar o celular apreendido e o documento com timbre da PCDF para definir o enquadramento final. Enquanto não houver denúncia aceita pela Justiça, o investigado permanece na condição de suspeito.
A PCDF vem intensificando operações contra crimes que se apoiam em identidade falsa e em dados de terceiros. Em julho, a corporação desarticulou um grupo que vendia dados sigilosos de brasileiros, em outra frente que tem como ponto comum a exploração da confiança de quem acredita estar diante de um agente público.
Perguntas frequentes
O que foi a Operação Cover da PCDF?
Foi a ação da 29ª Delegacia de Polícia, no Riacho Fundo, que cumpriu em 14 de agosto de 2026 um mandado de busca e apreensão contra um homem de 20 anos suspeito de se passar por policial civil nas redes sociais.
O que a polícia apreendeu?
Uma camiseta com identificação da PCDF, um documento que aparentava ter o timbre da corporação, uma arma de fogo e um celular com registro de furto.
Alguém foi preso?
A mãe do investigado foi presa em flagrante e autuada por receptação, por causa do celular com restrição por furto. A corporação não informou prisão do investigado.
Qual é a pena para quem finge ser policial?
Fingir-se funcionário público é contravenção penal do artigo 45 do Decreto-Lei 3.688/1941, com prisão simples de um a três meses ou multa. Se houver falsa identidade para obter vantagem, aplica-se o artigo 307 do Código Penal, com detenção de três meses a um ano.
Como confirmar se a pessoa é mesmo policial?
Peça a identidade funcional e confirme a informação antes de entregar documentos, cartões ou dinheiro. A Polícia Civil do DF atende pelo 197 e recebe registros pela Delegacia Eletrônica. Em emergência, ligue 190.







