Faixa de pedestre elevada será obrigatória em escolas e unidades do DF

julho 16, 2026
Mãe e criança atravessam a rua sobre faixa de pedestres

O Distrito Federal passa a exigir faixa de pedestre elevada em frente a todas as unidades de ensino e de saúde. A obrigação está na Lei 7.873/2026, de autoria do deputado distrital Ricardo Vale (PT), aprovada pela Câmara Legislativa e já em vigor.

Conhecida como lombofaixa, a estrutura fica no mesmo nível da calçada. Na prática, funciona como travessia e redutor de velocidade ao mesmo tempo: o pedestre cruza a via sem descer do passeio e o motorista é obrigado a reduzir para passar sobre a elevação.

O alvo são os pontos de maior circulação de pedestres vulneráveis. Em frente a escolas, o fluxo de crianças se concentra nos horários de entrada e saída; nas unidades de saúde, a travessia é feita por pacientes, idosos e pessoas com deficiência.

O que a lei determina

  • Faixas elevadas obrigatórias em frente a unidades de ensino e de saúde do DF
  • Limite de 40 km/h para os veículos nas proximidades da travessia
  • Sinalização vertical e horizontal conforme as normas do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que define os padrões técnicos das travessias elevadas

Para o autor da lei, a medida vai além da engenharia de tráfego.

“A instalação de faixas elevadas representa um avanço em cidadania, acessibilidade e proteção à vida”, afirma o deputado Ricardo Vale, em nota divulgada pela Câmara Legislativa.

Quando as faixas serão construídas

A lei está em vigor, mas a implantação ainda depende de regulamentação do Executivo. É o GDF que vai definir o calendário de obras, os critérios de prioridade entre as regiões administrativas e qual órgão executa as intervenções.

Enquanto o cronograma não sai, vale a regra geral de trânsito de cada via. A tendência no DF tem sido reforçar a proteção ao pedestre: a Via JK, em Taguatinga e Ceilândia, teve o limite reduzido para 60 km/h depois de uma sequência de atropelamentos.

Por que a faixa elevada reduz acidentes

A elevação força a frenagem antes da travessia, o que diminui a velocidade no ponto exato onde o pedestre cruza. A estrutura também melhora a visibilidade: elevado, o pedestre fica mais alto no campo de visão do motorista.

Há ganho direto de acessibilidade. Cadeirantes, idosos com mobilidade reduzida e pessoas com carrinho de bebê atravessam sem enfrentar o degrau do meio-fio, já que a faixa fica nivelada com a calçada dos dois lados.

O desafio agora é a fiscalização e a manutenção. Faixa elevada sem sinalização adequada ou sem pintura visível perde parte do efeito e pode virar risco para motociclistas. Por isso a lei amarra a instalação aos padrões do Contran.

O que muda para o motorista

Quem dirige perto de escolas e unidades de saúde precisa se acostumar com o novo desenho das vias: reduzir para 40 km/h na aproximação da lombofaixa e dar preferência ao pedestre que estiver na travessia, como já manda o Código de Trânsito Brasileiro. Desrespeitar a preferência do pedestre na faixa é infração gravíssima.

O condutor também deve ficar atento ao estado do próprio veículo para circular nas novas condições. As regras de inspeção mudaram neste mês: o Detran-DF adotou novo modelo de vistoria para o licenciamento.

Com a regulamentação pendente, ainda não há data para a primeira lombofaixa obrigatória sair do papel. O SouBrasília acompanha a publicação do decreto e o calendário de implantação nas 35 regiões administrativas.

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