Dólar fecha a R$ 5,349 após maior alta desde 1999; Ibovespa cai 0,51%
Moeda recua 1,07% um dia depois de subir mais de 8% e a bolsa perde mais 0,51%. Veja os números do pregão e a data do próximo Copom.

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O dólar comercial fechou a terça-feira (27) a R$ 5,349, em queda de 1,07%, um dia depois de disparar mais de 8% com a reeleição de Lula. O Ibovespa recuou 0,51% e encerrou aos 175.710,05 pontos, segundo a Agência Brasil, com informações da Reuters.
A cotação ficou abaixo dos R$ 5,40 de segunda-feira, quando o dólar teve a maior alta diária desde janeiro de 1999. No ano, a moeda ainda acumula queda de 2,55%.
Como foi o dia no câmbio
A moeda americana perdeu força ao longo de toda a sessão e tocou a mínima de R$ 5,316 por volta das 10h45. A leitura da Agência Brasil é de ajuste de posições depois do salto da véspera, quando investidores revisaram apostas que davam como provável a vitória de Flávio Bolsonaro (PL) e passaram a temer a condução fiscal do novo mandato.
Na janela de referência do Banco Central, a Ptax do dia saiu em R$ 5,3340 para compra e R$ 5,3346 para venda, pelos dados abertos do próprio BC. A Ptax é a taxa usada como referência em contratos e liquidações e é calculada em janelas ao longo do dia, não no fechamento do mercado.
No exterior, o índice DXY, que mede o dólar contra seis moedas fortes, subia cerca de 0,35% no fim da tarde. O movimento foi contrário ao do real.
O que pesou na bolsa
O Ibovespa estendeu as perdas depois do tombo de quase 14% de segunda e ficou nos menores níveis desde agosto. Na cobertura do pregão anterior, o índice havia saído dos 205 mil pontos para a casa dos 176 mil, com o circuit breaker acionado antes da abertura.
O petróleo Brent recuou 1,20% e fechou a US$ 109,41 o barril, e as ações da Petrobras, de maior peso no índice, caíram 2%.
| Indicador | Fechamento em 27/10 | Variação no dia |
|---|---|---|
| Dólar à vista | R$ 5,349 | -1,07% |
| Ibovespa | 175.710,05 pontos | -0,51% |
| Petróleo Brent | US$ 109,41 | -1,20% |
| Dólar no ano | queda de 2,55% | - |
O que falta o mercado saber
A incerteza é a equipe econômica. O governo ainda não definiu quem comandará a Fazenda no próximo mandato, e o ministro Dario Durigan reafirmou nesta terça que pretende perseguir o centro da meta fiscal e que a proposta será discutida com o Congresso Nacional. O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, disse que a instituição poderá atuar no câmbio se identificar disfuncionalidades no mercado.
A próxima data marcada é a reunião do Copom em 3 e 4 de novembro, quando o comitê volta a decidir a Selic, hoje em 13,75% ao ano depois do corte de setembro. O boletim Focus, que sai às segundas, mostra como o mercado reprecifica juros e câmbio.






