Coronel da PMDF condenado por propina é preso após três anos foragido
Francisco Eronildo Feitosa foi capturado nesta segunda (3) numa chácara no Entorno. Ele cumpre pena de 54 anos por cobrar propina de empresas que mantinham viaturas da corporação.

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O coronel reformado da Polícia Militar do Distrito Federal Francisco Eronildo Feitosa foi preso nesta segunda-feira (3) em uma chácara entre os municípios goianos de Girassol e Águas Lindas de Goiás, no Entorno do DF. Ele estava foragido havia três anos e cumpre pena de 54 anos de prisão por cobrar propina de empresas que prestavam serviço à corporação.
A captura foi feita por policiais da Companhia de Policiamento Especializado de Águas Lindas. Com o coronel, os agentes encontraram um revólver e duas espingardas equipadas com luneta e silenciador, segundo informou o Metrópoles. A reportagem do veículo aponta ainda que ele fez cirurgia plástica no período em que esteve escondido, o que alterou sua aparência em relação às fotos usadas na busca.
O esquema no setor de finanças da PMDF
A condenação tem origem em investigação sobre o Departamento de Logística e Finanças da Polícia Militar. De acordo com o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, empresários que prestavam serviço de manutenção de viaturas eram constrangidos a pagar vantagem indevida para receber pelos serviços já executados.
O grupo cobrava dos fornecedores um percentual sobre pagamentos que o próprio poder público já devia. Quem não aceitava a cobrança via o processo travar. Em 2021, o TJDFT condenou o coronel a 73 anos de prisão pelos crimes de concussão e associação criminosa. Em 2023, a Justiça ajustou o cálculo da pena para 54 anos, patamar em que a execução corre hoje.
A concussão é o crime em que o agente público exige vantagem indevida em razão do cargo. Diferente da corrupção passiva, não depende de oferta do particular: a exigência parte de quem ocupa a função pública, e é isso que caracteriza a conduta apurada no caso.
Salário mantido durante a fuga
Mesmo condenado e foragido, Feitosa seguiu recebendo remuneração da corporação. Segundo o Metrópoles, o valor líquido pago a ele neste ano chega a R$ 25 mil. A informação não foi confirmada de forma independente pela reportagem do SouBrasília, e a PMDF não havia se manifestado sobre a situação funcional do coronel até a publicação deste texto.
A manutenção de vencimentos a militares reformados condenados costuma depender do trânsito em julgado e de processo administrativo próprio de exclusão dos quadros, que corre em paralelo à ação penal. São procedimentos com ritos distintos, e a conclusão de um não encerra automaticamente o outro.
O que acontece agora
- O coronel deve ser encaminhado ao sistema prisional para iniciar o cumprimento da pena de 54 anos.
- As armas apreendidas na chácara podem gerar nova acusação, a depender do registro e da autorização de posse.
- A situação funcional dele na PMDF passa a ser reavaliada pela corporação.
A prisão encerra a fase de busca que se arrastava desde 2023. O caso tramitou no TJDFT e é um dos desdobramentos das apurações sobre contratos de manutenção da frota policial do DF.
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Perguntas frequentes
Por que o coronel da PMDF foi condenado?
Por concussão e associação criminosa. Segundo o TJDFT, empresários que faziam manutenção de viaturas da PMDF eram constrangidos a pagar propina para receber pelos serviços prestados.
Qual é a pena dele?
Ele foi condenado a 73 anos em 2021. Em 2023, a Justiça do DF ajustou o cálculo para 54 anos de prisão.
Onde ele foi preso?
Em uma chácara entre os municípios goianos de Girassol e Águas Lindas de Goiás, no Entorno do DF, nesta segunda-feira (3), por policiais da Companhia de Policiamento Especializado de Águas Lindas.






