qua, 21 out

Conta de luz no DF sobe 1,06% para residências e 4,27% para indústria e comércio de grande porte

Aneel aprova alta provisória de 1,92% para a Neoenergia Brasília; veja quanto sobe a fatura de casa, por que o índice pode mudar e para onde vai o dinheiro.

Por Redação Sou Brasília 3 min de leitura
Fileira de medidores de energia elétrica brancos instalados em caixas rosadas na parede externa de um prédio
Foto: Pexels (Pexels License)
Neste texto4 tópicos
  1. Quanto sobe a conta de casa
  2. Por que o reajuste é provisório
  3. Para onde vai o dinheiro da fatura
  4. O que o consumidor pode fazer

A conta de luz do Distrito Federal sobe a partir de quinta-feira (22). A Aneel aprovou na terça (20), em caráter provisório, alta média de 1,92% para a Neoenergia Brasília: 1,06% para quem está em baixa tensão, como as residências, e 4,27% para a alta tensão.

Os índices constam da nota da agência reproduzida pelo Jornal de Brasília e da cobertura do Metrópoles. A Neoenergia, que atende cerca de 1,2 milhão de unidades consumidoras, diz que o resultado ficou abaixo da inflação.

Quanto sobe a conta de casa

O grupo de baixa tensão reúne consumidores residenciais, rurais, pequenos comércios e pequenas indústrias, segundo a Aneel. Para esse grupo, a Neoenergia calcula que uma conta de R$ 100 sobe cerca de R$ 1. A tabela aplica os 1,06% a outros valores de fatura, mantido o mesmo consumo.

Conta antes do reajusteConta com 1,06%Diferença
R$ 100,00R$ 101,06R$ 1,06
R$ 200,00R$ 202,12R$ 2,12
R$ 300,00R$ 303,18R$ 3,18
R$ 500,00R$ 505,30R$ 5,30

É uma conta de proporção feita pelo SouBrasília. A fatura real também muda com o consumo, os impostos e a bandeira tarifária do mês, que em outubro é verde, sem cobrança extra.

Na alta tensão, que atende indústrias e grandes empresas, a alta é de 4,27%. Pelo exemplo do Metrópoles, uma conta de R$ 5 mil passa a ter R$ 213,50 a mais.

Por que o reajuste é provisório

A revisão tarifária periódica acontece, em média, a cada quatro anos e serve para manter o equilíbrio econômico e financeiro da concessão. Durante o cálculo, a distribuidora trocou o sistema comercial, e várias unidades ficaram sem faturamento de maio a julho. Segundo a Aneel, a compensação foi parcial e saiu em agosto.

Por causa das incertezas, a agência aprovou o índice de forma provisória e mandou a área técnica avaliar, em 180 dias, se os dados de mercado usados no cálculo são consistentes e se a revisão precisa ser refeita. Ou seja, o percentual pode mudar no primeiro semestre de 2027. As notas consultadas não dizem como seria uma devolução ou cobrança a mais.

Para onde vai o dinheiro da fatura

Em comunicado, a Neoenergia afirmou: "Para uma conta de R$ 100, por exemplo, apenas R$ 16,80 são destinados efetivamente à companhia para operar, manter e expandir todo o sistema elétrico do DF". Segundo a empresa, 42,8% vão para tributos, entre encargos setoriais e impostos, e 40,4% pagam a compra e a transmissão de energia. A Aneel não detalhou esses percentuais nas notas consultadas.

O que o consumidor pode fazer

Quem tem direito à tarifa social e ainda não recebe o desconto pode pedir a inclusão. O passo a passo está na página Tarifa Social de Energia no DF. Telefones, lojas e canais de reclamação da distribuidora estão em Neoenergia Brasília.

Os novos valores valem a partir de 22 de outubro. O processo tarifário completo fica na página de tarifas da Aneel.

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