Combustíveis acumulam alta de 5,70% em Brasília em 2026
O IBGE mostra combustíveis 5,70% mais caros em Brasília no ano, acima do país (4,49%) e da inflação local (3,98%). Veja gasolina, etanol e diesel.

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Os combustíveis para veículos acumulam alta de 5,70% em Brasília entre janeiro e setembro de 2026, segundo o IPCA do IBGE. O índice do DF supera o do país (4,49%) e a inflação geral da capital no período (3,98%). O diesel lidera, com 14,73%; o etanol é o único que recua.
- Combustíveis em Brasília: +5,70% no ano e +1,34% só em setembro.
- Gasolina: +5,38% no ano; no país, +5,56%.
- Etanol: queda de 6,37% no ano, mas alta de 4,54% em setembro.
- Diesel: +14,73% no ano.
Quanto os combustíveis subiram em Brasília em 2026?
O IBGE mede a variação dos preços pagos pelo consumidor na Região Metropolitana de Brasília dentro do IPCA. Os números de setembro, os mais recentes, mostram que o grupo "combustíveis (veículos)" ficou 5,70% mais caro desde dezembro e 1,34% mais caro só no último mês.
| Item | Brasília no ano | Brasília em setembro | Brasil no ano |
|---|---|---|---|
| Combustíveis (veículos) | +5,70% | +1,34% | +4,49% |
| Gasolina | +5,38% | +1,33% | +5,56% |
| Etanol | -6,37% | +4,54% | -7,01% |
| Óleo diesel | +14,73% | +0,89% | +15,26% |
| IPCA geral | +3,98% | +0,89% | +3,95% |
Fonte dos números: tabela 7060 do Sistema IBGE de Recuperação Automática (Sidra), com o IPCA de setembro de 2026.
Combustível subiu mais que a inflação geral?
Subiu. No país, o grupo acumula 4,49% no ano contra 3,95% do índice geral. Em 2025 inteiro, a conta era outra: os combustíveis fecharam o ano com alta de 2,30%, abaixo dos 4,26% do IPCA cheio. Ou seja, o item que ajudou a segurar a inflação no ano passado passou a empurrá-la em 2026.
Em Brasília a distância é maior: 5,70% para os combustíveis e 3,98% para a inflação geral da região. Quem depende do carro para circular pela capital sentiu o aumento acima da média dos preços da cesta.
Qual combustível pesa mais no bolso do brasiliense?
Para o motorista de carro de passeio, a gasolina é o combustível que importa, e ela subiu 5,38% no ano em Brasília, um pouco menos que os 5,56% da média nacional. Em setembro a alta foi de 1,33%.
O diesel, com 14,73% no ano, é o maior aumento da lista. Ele pesa menos no tanque de quem roda em carro pequeno, mas entra no custo do frete, do transporte coletivo e de quem usa picape e utilitário. O repasse chega aos preços de outros produtos com defasagem.
Já o etanol tem comportamento inverso. Em Brasília ele acumula queda de 6,37%, mas saltou 4,54% apenas em setembro, mais que a gasolina e que o diesel naquele mês. A queda do ano ainda existe, e a alta recente corrói parte dela.
O que isso muda para quem abastece no DF?
Um exemplo simples ajuda a dimensionar. Se o gasto mensal com combustível era de R$ 400 em dezembro e acompanhou a média do IPCA de Brasília, a conta agora fica perto de R$ 423 (5,70% a mais), sem mudar o consumo. Esse é um cálculo ilustrativo, e o valor real depende do carro e do posto.
- Compare etanol e gasolina a cada abastecimento. A regra prática é preferir o etanol quando o preço dele fica abaixo de 70% do preço da gasolina no mesmo posto, em carro flex.
- Olhe o preço do posto, não só a média da região. A média do IBGE esconde diferenças entre bairros e bandeiras.
- Acompanhe a desoneração. O governo federal zerou, na sexta-feira (9), as alíquotas federais sobre a gasolina por 30 dias. Segundo o presidente do Sindicombustíveis DF, Paulo Tavares, citado pelo Correio Braziliense, o ganho novo para o motorista é de R$ 0,26 por litro, porque o desconto de R$ 0,63 já valia desde setembro. A conta completa está na cobertura do SouBrasília sobre o efeito na bomba do DF.
O IBGE divulgou o IPCA de setembro em outubro; o resumo do índice nacional, com energia elétrica e alimentos, está na matéria sobre o IPCA de setembro. O próximo número, o de outubro, sai em novembro e mostrará se a alta do etanol em setembro se repetiu ou se a gasolina com tributo zerado já aparece na conta.





