Coletes balísticos do Detran-DF: PCDF faz operação e 29 dos 36 seguem sumidos
PCDF cumpre 3 mandados de prisão temporária e 6 de busca por furto de 36 coletes do Detran-DF; 7 foram achados antes e 29 seguem sem paradeiro.

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A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) cumpriu na manhã desta quinta-feira (15) três mandados de prisão temporária e seis de busca e apreensão numa operação sobre o furto de 36 coletes balísticos do Detran-DF. Segundo a corporação, 29 dos equipamentos continuam desaparecidos.
A ação é conduzida pela 2ª Delegacia de Polícia (Asa Norte), com apoio da Divisão de Operações Especiais (DOE) e do próprio Detran-DF, conforme as informações divulgadas pela polícia e reproduzidas pelo Jornal de Brasília, pela CNN Brasil e pelo Metrópoles.
Onde a polícia esteve
Os mandados foram cumpridos ao mesmo tempo em seis endereços: Santa Maria, São Sebastião, Riacho Fundo I e Recanto das Emas, no DF, além de Novo Gama e Águas Lindas de Goiás, em Goiás.
- Mandados de prisão temporária: 3
- Mandados de busca e apreensão: 6
- Coletes furtados: 36
- Coletes recuperados antes da operação: 7
- Coletes ainda sem paradeiro: 29
Nas buscas, os policiais apreenderam documentos, celulares e mídias digitais, que vão para perícia. O Metrópoles informou que também apareceram casacos e coletes refletivos do Detran-DF em endereços ligados aos investigados. A polícia não divulgou os nomes dos alvos nem se os três mandados de prisão foram todos cumpridos.

Como o desaparecimento foi descoberto
O sumiço veio à tona em setembro, durante um inventário patrimonial de rotina na Unidade de Operação e Logística (ULOG), no depósito da sede do Detran, na Asa Norte. A falta dos 36 coletes foi comunicada à PCDF, que abriu o inquérito.
A recuperação das peças veio aos poucos, antes da operação desta quinta:
- Setembro: dois coletes apreendidos em Santa Maria, em poder de terceiros
- Depois disso: um colete localizado em Luziânia (GO), durante uma ação policial
- 2 de outubro: quatro coletes encontrados em Vicente Pires
Que os coletes tenham aparecido em mãos de terceiros em três cidades diferentes sustenta a linha que a polícia agora persegue: descobrir como o material saiu do depósito e se foi vendido no mercado ilegal.
O que a investigação quer esclarecer
A PCDF apura três pontos: as circunstâncias do furto, a possível participação de pessoas com acesso ao local de armazenamento e a eventual negociação ou repasse dos coletes a terceiros. A corporação também avalia falhas na segurança do depósito. O inquérito corre sob sigilo na 2ª DP.
A prisão temporária é uma medida da fase de investigação, prevista na Lei 7.960/1989. Ela vale por cinco dias, prorrogáveis por mais cinco, e não equivale a condenação. Os investigados têm direito à defesa, e a polícia não informou quem são nem por qual crime serão indiciados.
O que ainda não se sabe
Não há informação pública sobre o nível de proteção dos coletes, sobre quantos servidores tinham acesso ao depósito nem sobre o valor do prejuízo. As fontes consultadas não trazem nota do Detran-DF sobre o caso até a publicação desta matéria.
Quem encontrar colete balístico com identificação do Detran-DF ou tiver informação sobre o caso pode acionar a PCDF pelo telefone 197 ou pelo site da corporação. Outras operações da polícia no DF estão reunidas na cobertura do SouBrasília, como a que mirou fraude fiscal no comércio de sucata, e os serviços do órgão de trânsito aparecem no texto sobre a comunicação de venda de veículos no Detran-DF.





