A Central de Atendimento ao Cidadão do Distrito Federal, conhecida pelo número 156, passou a se chamar CentralDF. A mudança foi oficializada pelo Decreto nº 48.904, publicado em edição extra do Diário Oficial do Distrito Federal na sexta-feira (3), e vale para toda a administração pública direta, autárquica e fundacional. O novo nome reforça a função da central como principal ponte entre o governo e a população.
A troca de nome vem acompanhada de uma reorganização. A CentralDF passa a reunir num só lugar os canais telefônicos e digitais de atendimento, de forma que orientações, informações e acesso a serviços fiquem concentrados sob a mesma marca. A intenção é acabar com a dispersão que faz o morador procurar um número para uma dúvida e um site diferente para outra.
O que continua e o que muda
As linhas telefônicas de três dígitos, padronizadas em todo o país, seguem ativas. Quem está acostumado a ligar para resolver questões com o governo não precisa decorar novos números. O atendimento por voz continua funcionando como sempre, e essa continuidade foi tratada como prioridade no texto do decreto.
O que muda é a estrutura por trás do atendimento. O decreto também regulamenta os canais digitais oficiais usados no atendimento virtual, definindo quais plataformas representam de fato o governo. Isso ajuda a população a distinguir os canais legítimos de páginas falsas que tentam se passar por serviços públicos.
Entre os pontos regulamentados estão:
- A unificação dos canais telefônicos e digitais sob a marca CentralDF
- A definição dos canais digitais oficiais de atendimento
- A obrigação de seguir a Lei Geral de Proteção de Dados no tratamento das informações
- A manutenção das linhas telefônicas de três dígitos
Proteção de dados no centro da mudança
Um dos eixos do decreto é a segurança das informações do cidadão. Os órgãos responsáveis precisam garantir que todos os sistemas virtuais e atendimentos da CentralDF observem os requisitos da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais. Na prática, isso significa cuidado no armazenamento e no uso dos dados de quem procura o serviço, desde o número de telefone até informações sobre processos e benefícios.
“A ideia é ter um só endereço de confiança. O morador liga ou acessa o canal digital e sabe que está falando com o governo, com os dados dele protegidos”, explicou a equipe responsável pela modernização.
A CentralDF passou ainda por uma etapa final de modernização da infraestrutura tecnológica, o que exigiu ajustes nos sistemas. Durante esse processo, os canais digitais podem ter atendimento temporariamente reduzido, enquanto as linhas telefônicas de três dígitos seguem em operação normal.
A mudança se encaixa no esforço mais amplo do governo para reorganizar o atendimento ao público, iniciativa que inclui a plataforma de serviços unificados anunciada na mesma semana. O objetivo declarado é oferecer um caminho mais simples para quem precisa resolver questões com o Estado, seja pelo telefone, seja pela internet.
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