dom, 25 out

Celina Leão é eleita governadora do DF no 2º turno; posse será em 6 de janeiro

Celina Leão (PP) vence o 2º turno e é a primeira mulher eleita governadora do DF. Veja os votos, o vice, o que falta apurar e a data da posse.

Por Redação Sou Brasília 4 min de leitura
Retrato de Celina Leão, de blazer rosa e blusa branca, diante de painel claro (foto de arquivo de 2023)
Foto: Agência Brasília/Wikimedia Commons (CC BY 2.0), arquivo
Neste texto5 tópicos
  1. Quantos votos Celina teve e quanto faltava apurar
  2. Do primeiro turno ao segundo: o que mudou
  3. A primeira eleita, a segunda a governar
  4. O que acontece até a posse
  5. A pauta que o novo mandato encontra

Celina Leão (PP) foi eleita governadora do Distrito Federal no segundo turno de domingo, 25 de outubro, e se tornou a primeira mulher escolhida pelo voto direto para o comando do Palácio do Buriti. O resultado foi dado como irreversível por volta das 20h, com mais de 90% das urnas apuradas, segundo o Jornal de Brasília e o Metrópoles. Gustavo Rocha (Republicanos) é o vice-governador eleito.

Quantos votos Celina teve e quanto faltava apurar

Quando a disputa deixou de ter chance de virada, com 89,83% das urnas apuradas, Celina somava 889.908 votos, ou 57,22% dos votos válidos, de acordo com o Jornal de Brasília. Leandro Grass (PT) aparecia com 665.213 votos, 42,78%. Mais cedo, com 55,2% das urnas, o Datafolha já projetava a vitória, com a governadora em 57,63% e Grass em 42,37%.

Esses números são parciais. A totalização completa e o boletim final da Justiça Eleitoral saem depois, e os percentuais podem mudar na casa decimal. O painel oficial está em resultados.tse.jus.br; a conferência dos dados definitivos fica com o TSE.

Do primeiro turno ao segundo: o que mudou

No primeiro turno, em 4 de outubro, Celina ficou a poucos votos de encerrar a eleição: teve 825.530 votos, 49,93% dos válidos, segundo o Metrópoles. Grass terminou com 34,47%. Como nenhum dos dois passou de 50% mais um dos votos válidos, a decisão foi para o dia 25.

Na reta final, a governadora reuniu o apoio de nomes da direita no DF, entre eles Michelle Bolsonaro (PL) e Bia Kicis (PL), ambas eleitas para o Senado, e de Damares Alves (Republicanos), de acordo com o Jornal de Brasília. A candidatura de José Roberto Arruda (PSD) foi barrada pelo TSE em setembro, e o Avante declarou apoio a Celina depois da decisão.

Um dado do primeiro turno virou assunto na campanha: cerca de 26 mil eleitores digitaram 22, número do PL, e anularam o voto, segundo o Metrópoles. O PL integra a coligação da governadora, mas a candidata é do PP, de número 11. Nós explicamos a diferença em No DF, 11 é Celina e 13 é Grass; 26,6 mil digitaram 22.

A primeira eleita, a segunda a governar

Celina é a primeira mulher eleita governadora do DF, mas a segunda a ocupar o cargo. Maria de Lourdes Abadia assumiu o Executivo local em março de 2006, depois da renúncia de Joaquim Roriz, e ficou nove meses, sem ter sido eleita para o posto.

A trajetória de Celina até aqui: deputada distrital em 2011 e 2015, deputada federal a partir de 2019, secretária de Esporte e da Mulher no primeiro mandato de Ibaneis Rocha (MDB) e vice-governadora desde 2023. Ela assumiu o governo em março de 2026, quando Ibaneis deixou o cargo para disputar o Senado, e ficou sete meses como governadora antes da eleição.

O que acontece até a posse

O resultado ainda precisa ser totalizado e depois formalizado pelo Tribunal Regional Eleitoral do DF (TRE-DF), que diploma os eleitos. A data da diplomação não consta das notas de apuração; quem confirma é o calendário publicado no site do TRE-DF.

A posse do governador eleito é em 6 de janeiro de 2027, um dia depois da posse do presidente da República, conforme a Emenda Constitucional 111, como mostramos em Posse do governador do DF eleito será em 6 de janeiro de 2027. O novo mandato vai até o fim de 2030.

A pauta que o novo mandato encontra

O ponto mais pesado da agenda é o BRB. O banco controlado pelo GDF enfrenta uma crise ligada à tentativa de compra do Banco Master. O Jornal de Brasília registra que as investigações apontaram transferências de cerca de R$ 17 bilhões ao Master, dos quais aproximadamente R$ 12,2 bilhões ligados a títulos sem valor, e que o governo busca uma operação de até R$ 6,6 bilhões com o Fundo Garantidor de Crédito para reforçar o caixa do banco.

O tamanho total do prejuízo ainda não foi divulgado, e as demonstrações financeiras de 2025 e do primeiro semestre de 2026 seguem pendentes, segundo a mesma publicação. Celina afirma que não participou da negociação para a compra do Master e que sempre foi contrária à operação.

Na votação em si, a Justiça Eleitoral registrou ocorrências no DF, como troca de urnas e denúncias de propaganda irregular, cobertas em TRE-DF troca 20 urnas e retira 1,1 mil peças de propaganda no 2º turno do DF. Os próximos passos oficiais são a totalização final, a diplomação no TRE-DF e a posse em 6 de janeiro.

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