qui, 8 out
Segurança

CAC de 28 anos desaparece no DF após sair para estande de tiro

Luís Souza da Silva veio da Bahia no sábado (15) para encontrar um amigo em Taguatinga Norte e ir a um estande de tiro. A 17ª DP investiga e busca o amigo para depor.

Por Redação Sou Brasília 4 min de leitura
Alvo de papel com marcas de tiro pendurado em estande de tiro fechado
Neste texto3 tópicos
  1. Amigo foi identificado, mas ainda não depôs
  2. O que é o registro de CAC
  3. Como comunicar um desaparecimento no DF

O baiano Luís Souza da Silva, de 28 anos, está desaparecido desde o sábado (15), quando chegou ao Distrito Federal para encontrar um amigo em um shopping de Taguatinga Norte e seguir com ele até um estande de tiro no Entorno. O caso é investigado pela 17ª Delegacia de Polícia.

Luís é natural de Santa Maria da Vitória, no oeste da Bahia, e tem registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC). Ele viajou ao DF no mesmo dia do desaparecimento. Desde o encontro marcado no shopping, a família não teve mais notícias dele. O irmão comunicou o sumiço à polícia.

De acordo com o delegado Thiago Boeing, responsável pelo caso e ouvido pelo Metrópoles, as equipes já fizeram buscas na região entre a Cidade Estrutural e Vicente Pires, inclusive com apoio aéreo. “Nós fizemos sobrevoo no local e nada foi localizado”, afirmou o delegado.

Amigo foi identificado, mas ainda não depôs

A investigação identificou o amigo que marcou o encontro com Luís, mas ele ainda não foi localizado para prestar depoimento. É a principal linha de apuração no momento, já que foi a última pessoa com quem a vítima teria contato confirmado.

A PCDF não divulgou se o estande de tiro que seria o destino da dupla chegou a registrar a entrada de Luís, nem se há imagens de câmeras do shopping de Taguatinga Norte no material da investigação. Também não há informação sobre o veículo usado no deslocamento.

O prazo importa nesse tipo de caso. As primeiras 48 horas concentram a maior chance de localização com vida, e o registro imediato do desaparecimento é o que permite acionar buscas, rastrear sinal de celular e pedir imagens de monitoramento antes que sejam descartadas pelos estabelecimentos, que costumam manter gravações por poucos dias.

O que é o registro de CAC

A sigla CAC identifica quem tem autorização para colecionar armas, praticar tiro desportivo ou caçar dentro das hipóteses previstas em lei. É um registro distinto do porte comum e exige vínculo formal com a atividade declarada.

Desde 2025, o controle desses registros deixou de ser feito pelo Exército e passou à Polícia Federal, com tramitação pelo sistema Sinarm-CAC, em processo digital. Para a modalidade de atirador desportivo, a filiação a clube de tiro credenciado pela PF é obrigatória, com comprovação de participação em treinos, além da Declaração de Segurança do Acervo, que atesta a existência de cofre ou local com tranca para guarda das armas desmuniciadas.

No caso de Luís, o registro de CAC explica o deslocamento: a ida a um estande de tiro é a prática regular exigida de quem mantém a habilitação de atirador desportivo. A PCDF não informou se ele levava arma consigo na viagem, nem se o estande de destino é credenciado.

Como comunicar um desaparecimento no DF

Não é necessário esperar 24 ou 48 horas para registrar o desaparecimento de uma pessoa, ao contrário do que a crença popular sustenta. O registro pode ser feito imediatamente. Os canais são:

  • Delegacia da área: o boletim pode ser aberto em qualquer delegacia da PCDF, de preferência a da região onde a pessoa foi vista pela última vez;
  • Disque-denúncia 197: recebe informações sobre paradeiro, com sigilo garantido;
  • WhatsApp (61) 98626-1197: aceita mensagem, foto e vídeo;
  • E-mail denuncia197@pcdf.df.gov.br;
  • Site pcdf.df.gov.br/servicos/197, para denúncia on-line.

Feito o registro, a delegacia pode requisitar imagens de câmeras públicas e privadas, pedir à Justiça a quebra de sigilo telefônico para rastrear a última localização do aparelho e inserir os dados da pessoa nos sistemas de busca compartilhados entre as polícias. Cada uma dessas medidas depende de prazo, e é por isso que o adiamento do boletim reduz a chance de sucesso.

Ao registrar, a orientação é levar foto recente, descrição de roupas, características físicas, número de telefone da pessoa e a informação mais precisa possível sobre o último local e horário em que foi vista. Qualquer detalhe sobre com quem ela estava é relevante para a investigação.

A PCDF vem conduzindo operações com apoio de imagens e rastreamento em casos recentes no DF, como no inquérito sobre o homem que se passava por policial no Riacho Fundo. Quem tiver informação sobre o paradeiro de Luís Souza da Silva deve acionar o 197.

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