Com apenas 33% de avaliação positiva e 40% de rejeição, petista enfrenta cenário historicamente desfavorável à reeleição em 2026
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registra índice de aprovação inferior ao de todos os presidentes brasileiros que, desde 2002, conseguiram se reeleger ou eleger seus sucessores. É o que aponta um levantamento baseado em dados históricos das pesquisas Ipsos-Ipec, divulgado na última terça-feira (17) pelo Estadão.
Apenas 33% avaliam o governo como ótimo ou bom
Segundo os dados mais recentes do Ipsos-Ipec, 33% dos brasileiros classificam o atual governo como ótimo ou bom. No sentido oposto, 40% consideram a gestão ruim ou péssima — um saldo negativo que coloca Lula em posição historicamente delicada às vésperas do ciclo eleitoral de 2026.
O levantamento histórico do Estadão aponta que nenhum presidente que chegou a este ponto do calendário eleitoral com aprovação igual ou inferior à de Lula conseguiu, nas disputas desde 2002, garantir a própria continuidade no poder ou transferir o mandato a um aliado. O padrão se repete em todos os ciclos analisados, tornando o atual índice de Lula um sinal de alerta para as perspectivas de reeleição.
Cientista político aponta dificuldade estrutural para a campanha petista
O cientista político Alberto Carlos Almeida avaliou que o quadro atual representa um obstáculo concreto para a campanha do presidente. Segundo ele, com o patamar de aprovação registrado hoje, a reeleição de Lula seria muito difícil de ser viabilizada. O especialista não descartou uma reversão, mas destacou que o histórico recente das eleições brasileiras não favorece candidatos com esse perfil de avaliação nesta etapa do mandato.
O cenário coloca o PT diante de um desafio duplo: recuperar aprovação junto ao eleitorado ao mesmo tempo em que enfrenta adversários consolidados nas pesquisas, como o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que aparece na liderança em vários estados nas simulações para outubro de 2026.








