Fila do INSS cai de 108 para 48 dias de espera em cinco anos, diz ministro

agosto 4, 2026
Balcao de atendimento da Previdencia Social com painel escrito Atendimento Especializado e guiches numerados

O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, afirmou nesta terça-feira (4) que o tempo médio de espera por um benefício do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) caiu de 108 dias em 2021 para 48 dias. A declaração foi dada em reunião do Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS), em Brasília.

Segundo o ministro, a fila total do instituto está abaixo de 1,5 milhão de pedidos. O número inclui o fluxo mensal de requerimentos, que gira em torno de 1,3 milhão. Descontado esse fluxo normal, o que sobra é o chamado represamento: pedidos parados há mais de 45 dias, o prazo legal de análise.

O que mudou nos números

É nesse estoque represado que está a maior queda apresentada pelo governo. Em janeiro, eram 1,882 milhão de requerimentos acima dos 45 dias. Agora, de acordo com Queiroz, são 374 mil.

“Essa fila de represamento que era de 1,882 milhão pedidos em janeiro deste ano, de represamento, ou seja, acima dos 45 dias, ela hoje está em 374 mil pedidos. Então eu acredito que provavelmente entre setembro e outubro nós teremos esse represamento zerado”, disse o ministro.

Zerar o represamento não significa acabar com a fila. Significa que restariam apenas os pedidos dentro do prazo de 45 dias, ou seja, o volume que entra e sai todo mês. O ministro disse que a fila caiu 80% de janeiro a julho.

A perícia médica, gargalo histórico do instituto e etapa obrigatória para auxílio por incapacidade temporária, aposentadoria por invalidez e Benefício de Prestação Continuada (BPC) por deficiência, também recuou. Eram 1,230 milhão de pedidos em novembro e são 248 mil agora, segundo os dados apresentados ao conselho.

Governo nega indeferimento em massa

Queiroz rebateu a suspeita de que a redução tenha vindo de negativas em série. Segundo ele, o volume de concessões no período afasta essa leitura, porque nunca se concedeu tantos benefícios quanto agora.

A crítica não é nova. Entidades de defesa dos segurados vinham apontando que uma fila que encolhe rápido pode esconder análise apressada e recusa de pedidos que depois voltam por via judicial ou por recurso administrativo. O Ministério da Previdência já havia fixado outubro de 2026 como prazo para o INSS julgar o estoque de requerimentos acima de 45 dias.

Para o segurado, o efeito prático da meta é o seguinte:

  • Pedido novo, feito agora pelo Meu INSS ou pelo telefone 135, entra no fluxo mensal e deveria ser analisado dentro dos 45 dias.
  • Pedido parado há mais de 45 dias faz parte do estoque que o governo promete zerar até outubro.
  • Quem depende de perícia médica enfrenta uma fila menor do que a do fim do ano passado, mas ainda com 248 mil pessoas na frente.
  • Indeferimento não é fim de linha: cabe recurso ao Conselho de Recursos da Previdência Social, sem custo e sem necessidade de advogado.

Consignado sem novo teto por enquanto

Na mesma reunião, o ministro tratou dos juros do crédito consignado do INSS. Ele afirmou que não há necessidade de propor um novo teto agora. Pelos cálculos apresentados, se fosse aplicada a metodologia que vigorava em 2023, o limite iria para 2,03% ao mês, acima do teto atual de 1,85%.

A discussão fica adiada até a taxa básica de juros recuar. “Quando a Selic atingir 10,50%, voltaremos ao conselho para debater uma eventual redução na taxa de juros do consignado”, disse Queiroz.

O consignado é a modalidade de empréstimo com desconto direto no benefício e concentra parte relevante das reclamações de aposentados, sobretudo em casos de contratação sem autorização. O bloqueio de empréstimo consignado pode ser feito pelo próprio segurado no Meu INSS, e serve como barreira preventiva contra desconto indevido.

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Quem quer acompanhar o próprio pedido deve consultar o Meu INSS, no aplicativo ou no site, onde aparece a situação do requerimento e a data prevista de conclusão. O instituto não cobra taxa para análise nem envia link de pagamento por mensagem para liberar benefício.

No Distrito Federal e no Entorno, o atendimento presencial nas agências da Previdência depende de agendamento prévio pelo 135 ou pelo Meu INSS. Comparecer sem horário marcado costuma resultar em novo agendamento, e a maioria dos serviços, incluindo pedido de aposentadoria, salário-maternidade e revisão de benefício, já é feita pelo canal digital sem necessidade de ir à agência.

Documentação incompleta é a causa mais comum de exigência, situação em que o INSS suspende a análise e abre prazo para o segurado apresentar o que falta. O prazo de resposta do pedido volta a correr depois do envio, e é por isso que acompanhar o requerimento pelo aplicativo evita que o processo fique parado por falta de um documento.

Perguntas frequentes

Qual o tempo médio de espera na fila do INSS hoje?

Segundo o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, o tempo médio caiu de 108 dias em 2021 para 48 dias em 2026.

Quantos pedidos estão parados há mais de 45 dias?

São 374 mil, segundo dados apresentados em 4 de agosto de 2026. Em janeiro eram 1,882 milhão.

Quando o governo pretende zerar o represamento?

O ministro afirmou acreditar que entre setembro e outubro de 2026 o estoque acima de 45 dias estará zerado.

Como acompanhar meu pedido no INSS?

Pelo aplicativo ou site Meu INSS, ou pelo telefone 135. A consulta mostra a situação do requerimento e a previsão de análise.

Qual o teto de juros do consignado do INSS?

O teto segue em 1,85% ao mês. O ministro disse que o tema volta ao conselho quando a Selic chegar a 10,5%.

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