O empréstimo consignado é aquele em que as parcelas são descontadas direto do benefício, o que reduz o risco para o banco e derruba os juros. Aposentados e pensionistas do INSS estão entre os públicos mais procurados por esse crédito, e também entre os mais visados por fraudes. Em 2026, mudaram a margem, o teto de juros e as regras de segurança.
Nova margem em 2026
A margem consignável, que é o quanto do benefício pode ser comprometido com descontos, foi reduzida. Antes em 45%, passou para 40% em 2026, dentro de um plano que baixa esse limite de forma gradual até chegar a 30% em 2031.
- Empréstimo consignado tradicional: parte principal da margem.
- Cartão de crédito consignado: fatia separada dentro do limite.
- Cartão de benefício consignado: outra fatia reservada.
Teto de juros
O teto de juros para o consignado do INSS ficou em 1,85% ao mês. Para o cartão de crédito consignado e o cartão de benefício, o limite é maior, de 2,77% ao mês. Antes de assinar, o beneficiário deve comparar propostas de mais de uma instituição, porque a taxa cobrada pode ficar abaixo do teto.
Proteção contra golpes
As novas regras reforçam a segurança do contratante.
- Passou a ser exigida biometria facial na contratação.
- Ficou proibido fechar contrato por telefone ou por aplicativo de mensagens.
- O benefício pode ser mantido bloqueado para novos empréstimos no Meu INSS, liberado só quando o próprio titular decidir.
Nenhum banco sério pede senha do Meu INSS, código enviado por SMS ou depósito antecipado para liberar crédito. Ligação oferecendo consignado com pressa para assinar é sinal de golpe.
Quem desconfia de desconto indevido no benefício deve consultar o extrato de empréstimos no Meu INSS, registrar contestação e procurar a central 135. Manter o benefício bloqueado para novos contratos é a forma mais simples de evitar empréstimos fantasmas feitos por terceiros.
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