O Podemos-DF oficializou neste sábado (1º/8) o apoio à reeleição da governadora Celina Leão (PP) e lançou o presidente regional do partido, Cristian Viana, como candidato ao Senado. A convenção começou às 9h no Minas Hall, no Setor de Clubes Norte, e reuniu cerca de 3 mil filiados, pré-candidatos e apoiadores.
O ato fechou uma das últimas peças da base governista antes do encerramento do calendário de convenções. Além da posição na disputa majoritária, a legenda homologou 25 candidaturas à Câmara Legislativa e nove à Câmara dos Deputados.
O que o partido decidiu
A convenção tratou de três frentes ao mesmo tempo: a posição no governo, a candidatura própria ao Senado e as chapas proporcionais. Na avaliação de Viana, o tamanho nacional da legenda sustenta a aposta.
“Hoje, o Podemos-DF oficializa o apoio a Celina Leão. Somos a sexta força política do país”, disse Cristian Viana.
Sobre as chapas proporcionais, o dirigente projetou desempenho acima do que o partido teve nos últimos ciclos: “Eu tenho certeza que a chance do Podemos de fazer um deputado federal, de fazer pelo menos dois deputados distritais.”
Viana preside o diretório distrital e será o nome do partido em uma disputa com duas vagas ao Senado pelo DF, formato que amplia o número de candidatos competitivos e costuma fragmentar o voto.
O efeito prático da adesão
Uma coligação majoritária tem consequências diretas na campanha, e elas se concentram em três pontos:
- Palanque: o Podemos passa a integrar formalmente o arco de apoio à governadora, o que permite o uso conjunto da imagem da candidata em atos e materiais.
- Propaganda: na disputa majoritária, o tempo de rádio e TV é distribuído entre as coligações a partir do tamanho das bancadas dos partidos que as integram na Câmara dos Deputados.
- Chapa proporcional: a corrida à Câmara Legislativa continua sendo por partido ou federação, e não por coligação, regra que vale desde 2020 para as eleições proporcionais.
Na prática, o apoio soma ao palanque de Celina Leão sem alterar a disputa entre os 25 candidatos distritais do Podemos e os nomes dos demais partidos aliados.
O tabuleiro do DF em agosto
A adesão do Podemos se soma a um fim de semana concentrado de definições no Distrito Federal. No sábado, PSD e Avante lançaram o ex-governador José Roberto Arruda ao Palácio do Buriti, no Centro Internacional de Convenções do Brasil, sem fechar o nome do vice. No domingo, a federação União Progressista homologou a candidatura da governadora à reeleição no Centro de Convenções Ulysses Guimarães.
O MDB também confirmou apoio a Celina Leão e definiu Rafael Prudente para a disputa à Câmara dos Deputados. Já o PL homologou Bia Kicis ao Senado, em convenção que anunciou Michelle Bolsonaro como a segunda vaga da chapa.
Leia também: Arruda é lançado sem vice e Celina oficializa chapa completa; DF tem duas convenções em 24 horas.
Prazos que vêm pela frente
O calendário eleitoral encerra o período de convenções partidárias em 5 de agosto. Depois disso, os partidos precisam formalizar o registro das candidaturas na Justiça Eleitoral, que analisa a documentação e decide sobre o deferimento de cada nome. Até a decisão do TRE-DF, todos permanecem na condição de pré-candidatos para efeito de propaganda.
A propaganda eleitoral em rádio, TV e internet começa em 16 de agosto, já sob as regras da Resolução TSE 23.755/2026, que obriga a rotulagem de conteúdo produzido ou alterado por inteligência artificial.
Perguntas frequentes
Quem o Podemos-DF lançou ao Senado?
Cristian Viana, presidente regional do partido, foi lançado candidato ao Senado na convenção de 1º de agosto de 2026.
Quantos candidatos o Podemos homologou no DF?
Foram 25 candidaturas à Câmara Legislativa do Distrito Federal e nove à Câmara dos Deputados.
Até quando os partidos podem realizar convenções em 2026?
O calendário eleitoral encerra o período de convenções partidárias em 5 de agosto.








