PM da Bahia é preso no DF por extorquir empresário de Brazlândia

agosto 1, 2026
Mãos de pessoa algemadas atrás das costas em imagem em preto e branco

Um policial militar da Bahia foi preso no Distrito Federal na sexta-feira, 31 de julho, acusado de extorquir e ameaçar um empresário de Brazlândia. A operação da Polícia Civil do DF (PCDF) resultou em duas prisões e apura os crimes de extorsão, usura, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

O trabalho foi conduzido pela Divisão de Repressão a Sequestros (DRS), ligada à Coordenação de Repressão aos Crimes Patrimoniais (Corpatri) da corporação.

Como o esquema funcionava

Segundo a PCDF, a investigação começou depois que a vítima procurou a polícia relatando cobranças insistentes. O empresário havia tomado, em agosto de 2025, um empréstimo de R$ 80 mil junto ao grupo. A operação foi fechada com juros de 10% ao mês e exigiu a entrega de um cartão bancário como garantia.

Ainda de acordo com a corporação, o suspeito, que aparentava estar armado no primeiro contato, fez ameaças contra a vida e o trabalho da vítima. Afirmou que o valor cobrado seria devido a um grupo de pessoas, o que reforçou a linha de investigação sobre associação criminosa.

“As investigações começaram após a denúncia de uma vítima que estava sofrendo intensas cobranças de pagamento por parte dos criminosos”, informou a Polícia Civil do Distrito Federal.

Os crimes que pesam contra os investigados

A combinação de acusações reunidas pela DRS descreve um ciclo completo de agiotagem com uso da força:

  • Usura, pela cobrança de juros acima do limite legal
  • Extorsão, pela obtenção de vantagem mediante ameaça
  • Lavagem de dinheiro, pela ocultação da origem dos valores recebidos
  • Associação criminosa, pela atuação estruturada de mais de duas pessoas

A usura está prevista na Lei de Crimes contra a Economia Popular e tem pena menor. O peso maior recai sobre a extorsão, punida com reclusão de quatro a dez anos, e sobre a lavagem de dinheiro, de três a dez anos.

Empréstimo informal com cartão como garantia

A entrega de cartão bancário como garantia é um traço recorrente nos casos de agiotagem registrados no DF. O credor passa a ter acesso direto à conta da vítima, o que dificulta a interrupção dos pagamentos e amplia a dependência financeira de quem tomou o dinheiro.

Empresários de pequeno porte que enfrentam restrição de crédito bancário estão entre os alvos mais comuns. A recomendação da PCDF é registrar ocorrência assim que houver ameaça, ainda que o empréstimo tenha sido tomado de forma voluntária, porque a cobrança com violência ou grave ameaça configura crime independentemente da origem da dívida.

A denúncia pode ser feita na delegacia mais próxima, pela Delegacia Eletrônica da PCDF ou pelo Disque-Denúncia 197, com garantia de anonimato. Em caso de ameaça em curso, o acionamento é pelo 190.

Nenhum dos investigados havia se manifestado publicamente até a publicação desta reportagem. A Polícia Militar da Bahia não informou se instaurou procedimento administrativo contra o servidor preso.

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Perguntas frequentes

Quem foi preso na operação da PCDF?

Dois homens, um deles policial militar da Bahia, na sexta-feira, 31 de julho, em investigação da Divisão de Repressão a Sequestros.

Qual era o valor do empréstimo?

R$ 80 mil, tomados pela vítima em agosto de 2025, com juros de 10% ao mês e entrega de um cartão bancário como garantia.

Como denunciar agiotagem no DF?

Pela delegacia mais próxima, pela Delegacia Eletrônica da PCDF ou pelo Disque-Denúncia 197, que garante anonimato. Em caso de ameaça em curso, ligue 190.

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