Morre Renato Machado, ex-âncora do Bom Dia Brasil, aos 83 anos

julho 16, 2026
Câmera de estúdio de televisão em close durante gravação

O jornalista Renato Machado, que apresentou o Bom Dia Brasil por 15 anos, morreu na manhã desta quinta-feira (16), aos 83 anos, na Clínica São Vicente, na Gávea, zona sul do Rio de Janeiro. A morte foi confirmada pela TV Globo.

A causa da morte não foi divulgada pela família. Até a publicação desta reportagem, também não havia informação oficial sobre velório e sepultamento.

Dono de um estilo sóbrio, Machado se tornou um dos rostos mais conhecidos do telejornalismo brasileiro à frente do Bom Dia Brasil, que comandou de 1996 a 2011.

Quinze anos à frente do Bom Dia Brasil

Foi no telejornal matinal da Globo que Renato Machado construiu sua imagem mais duradoura junto ao público. No período em que ancorou o programa, o Bom Dia Brasil se consolidou como um dos principais noticiários da televisão do país.

Na bancada, dividiu o estúdio com nomes como Leilane Neubarth e Renata Vasconcellos, segundo relembrou o Jornal Opção. Depois de deixar o comando do matinal, seguiu na emissora como repórter especial, com trabalhos para o Globo Repórter.

Em depoimento ao projeto Memória Globo, o próprio jornalista resumiu a relação com o ofício:

“É um universo de aprendizado que, a cada dia, você vê que erra”, disse Renato Machado ao Memória Globo.

Correspondente internacional e coberturas históricas

Antes de se fixar na bancada, Machado rodou o mundo como correspondente. De acordo com o Jornal Opção, ele entrou na TV Globo em 1982 e participou de algumas das coberturas mais marcantes das décadas seguintes:

  • Guerra das Malvinas, entre Argentina e Reino Unido (1982);
  • Atentados em Paris, quando era baseado em Londres (1986);
  • Desastre nuclear de Chernobyl, na então União Soviética (1986);
  • Impeachment do presidente Fernando Collor (1992);
  • Morte do piloto Ayrton Senna (1994).

A ligação com Londres marcou dois momentos da carreira. Depois da primeira passagem como correspondente nos anos 1980, o jornalista voltou à capital britânica a partir de 2011, quando passou a produzir séries especiais sobre gastronomia e vinhos na Europa, com destaque para a região francesa da Provença.

Em 2016, ainda segundo o Jornal Opção, foi indicado ao Emmy Internacional pela reportagem “A arte como passaporte”.

A carreira somou mais de quatro décadas. Além do matinal, Machado passou por outros telejornais da casa, como Jornal da Globo, RJTV e Jornal Hoje, e integrou a bancada do Jornal Nacional, conforme levantamento do Correio Braziliense.

Referência de credibilidade no telejornalismo

A trajetória de Machado atravessou gerações de telespectadores e de colegas de redação. O estilo direto e a experiência em grandes coberturas fizeram dele uma referência de credibilidade dentro e fora da Globo, reconhecimento repetido nas homenagens publicadas por veículos de todo o país nesta quinta.

O noticiário nacional desta semana também acompanha a reta final da Copa do Mundo, com a final entre Argentina e Espanha no domingo (19), com transmissão da TV Globo.

Novas informações sobre velório e homenagens devem ser divulgadas pela família e pela emissora nas próximas horas.

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