Eleições 2026: eleitor escolhe dois senadores em outubro; veja como votar

julho 14, 2026
Congresso Nacional em Brasilia visto da rampa de acesso, com gramado e ceu azul

O eleitor brasileiro vai escolher dois senadores na eleição de 4 de outubro de 2026, e não apenas um como no pleito de 2022. A regra vale para todo o país, incluindo o Distrito Federal, e muda a forma de digitar os votos na urna eletrônica.

A dupla escolha acontece porque o Senado renova dois terços das cadeiras neste ano: 54 das 81 vagas estarão em disputa, duas por estado e duas pelo DF, segundo o Senado Federal.

Por que são duas vagas em 2026

O mandato de senador dura oito anos, mas as eleições gerais ocorrem a cada quatro. Por isso, a Constituição alterna a renovação da Casa: em um pleito, troca-se um terço (como em 2022, quando cada estado elegeu um senador); no seguinte, dois terços. Em 2030, o eleitor volta a escolher apenas um nome.

A eleição para o Senado é majoritária: levam as vagas os dois candidatos mais votados de cada unidade da federação, sem segundo turno para o cargo. O segundo turno de 25 de outubro, quando houver, vale só para presidente da República e governador.

Como fica a ordem dos votos na urna

A sequência de votação é padronizada em todo o país. No DF, o eleitor digita seis votos nesta ordem:

  1. Deputado federal (4 dígitos)
  2. Deputado distrital (5 dígitos)
  3. Senador, primeira vaga (3 dígitos)
  4. Senador, segunda vaga (3 dígitos)
  5. Governador (2 dígitos)
  6. Presidente da República (2 dígitos)

Os dois votos para o Senado precisam ir para candidatos diferentes. A urna barra a repetição, como explica o Senado Federal:

“Caso o eleitor repita o número nas duas oportunidades, apenas o primeiro será considerado válido. O segundo será anulado automaticamente pela urna”, informa o Senado Notícias.

Voto em senador é sempre nominal

Diferentemente da eleição para deputado, não existe voto de legenda para o Senado. Quem digitar apenas o número do partido ou da federação tem o voto anulado. O número do candidato a senador tem três dígitos, e o eleitor só pode votar em quem concorre pelo seu estado de domicílio eleitoral.

Para o brasiliense, a disputa dobrada tende a movimentar a campanha no DF: cada partido ou federação pode lançar até dois candidatos ao Senado, e as composições de chapa mudam o xadrez local.

O que o senador faz

O Senado analisa projetos de lei e propostas de emenda à Constituição, julga autoridades em crimes de responsabilidade, aprova indicações para tribunais superiores (como o Supremo Tribunal Federal), embaixadas e agências reguladoras, e autoriza operações de crédito externo de estados e municípios. Ao lado da Câmara dos Deputados, forma o Congresso Nacional, sediado em Brasília.

A renovação de dois terços é apontada como a mais relevante desde a redemocratização pelo peso que a nova composição terá em indicações e votações a partir de 2027, segundo análise do consultor do Senado Gilberto Guerzoni Filho publicada pelo Senado Notícias.

Próximos passos do calendário eleitoral

As convenções partidárias definem os candidatos entre julho e agosto, e o registro das candidaturas ocorre na sequência, conforme o calendário do Tribunal Superior Eleitoral. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro e o segundo, para 25 de outubro.

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Perguntas frequentes

Quantos senadores serão eleitos em 2026?

Serão 54 senadores, dois por estado e dois pelo Distrito Federal, o equivalente a dois terços das 81 cadeiras da Casa.

O que acontece se eu repetir o número do senador na urna?

A urna valida apenas o primeiro voto e anula o segundo automaticamente. Para os dois votos valerem, é preciso escolher dois candidatos diferentes.

Existe segundo turno para senador?

Não. A eleição para o Senado é majoritária simples: os dois candidatos mais votados de cada estado e do DF ficam com as vagas, definidas já no primeiro turno, em 4 de outubro.

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