PCDF neutraliza ameaças de ataque a escolas em Taguatinga e Ceilândia

julho 13, 2026
Cadeiras sobre mesas em sala de aula vazia

A Polícia Civil do Distrito Federal identificou e neutralizou ameaças de ataques a escolas feitas por adolescentes em redes sociais em Taguatinga e Ceilândia. Os casos ocorreram em maio e junho deste ano e foram divulgados pela corporação no início de julho.

O trabalho foi conduzido pela Divisão de Prevenção e Combate ao Extremismo Violento (DPCEV), com apoio da Delegacia da Criança e do Adolescente II (DCA II). Nenhum dos planos chegou a ser executado.

Ameaça com data marcada em Taguatinga

O primeiro caso veio à tona em maio. Um adolescente usou um perfil em rede social para divulgar ameaças explícitas de ataque contra uma escola particular de Taguatinga. A publicação apontava a unidade como alvo e estipulava uma data para o ato.

A DPCEV localizou o autor e adotou medidas preventivas antes da data anunciada. Por envolver menor de idade, a polícia não divulgou o nome do adolescente nem o da escola.

Dois casos em Ceilândia no mês seguinte

Em junho, o monitoramento da divisão flagrou dois episódios distintos na mesma região. No primeiro, um adolescente publicou mensagens ameaçando promover um massacre, com menção a ataques contra alunos e professores e a incêndio das instalações de uma escola.

O investigado “propagou mensagens explícitas contendo ameaças de cometer um massacre” contra a comunidade escolar, segundo o material da Polícia Civil divulgado pelo portal Metrópoles.

As buscas não encontraram meios materiais para a execução do ataque. Ainda assim, o jovem foi encaminhado à DCA II, onde foi instaurado o procedimento legal para apuração do ato infracional.

No segundo episódio, uma adolescente declarou nas redes que buscaria “fama” ao cometer atos violentos com armas de fogo contra estudantes de uma escola de ensino fundamental de Ceilândia. Policiais fizeram diligências no endereço dela e não encontraram armas nem indícios materiais, mas a gravidade do conteúdo levou ao encaminhamento imediato à DCA II para abertura de procedimento infracional.

Monitoramento digital antecipa a resposta

Nos três casos, a identificação partiu do acompanhamento de publicações em redes sociais, com ferramentas de monitoramento cibernético e mobilização rápida das equipes. A doutrina adotada pela corporação prioriza a intervenção preventiva, antes que o cenário de risco se concretize.

A atuação se soma a outras frentes recentes da segurança pública local, como a Operação Kratos, que reforçou o policiamento no DF, e a ofensiva que prendeu 38 condenados foragidos em cinco dias.

Como denunciar ameaças

Quem se deparar com ameaça de ataque a escola na internet deve acionar a polícia, e não apenas ignorar ou compartilhar o conteúdo. As orientações básicas são:

  • Registrar a evidência (captura de tela com data, perfil e link da publicação);
  • Não repassar o conteúdo em grupos, o que amplia o pânico e pode atrapalhar a investigação;
  • Acionar o Disque-Denúncia da PCDF pelo telefone 197, que aceita relato anônimo;
  • Comunicar a direção da escola citada, que aciona os protocolos de segurança da rede.

Os três procedimentos seguem agora o rito da Justiça da Infância e da Juventude. Como envolvem adolescentes, os processos correm sob sigilo e as identidades permanecem preservadas.

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