O setor de serviços, o maior da economia brasileira, ganhou tração em abril. O volume subiu 1,2% na comparação com março e recuperou por inteiro a perda de 1,1% registrada no mês anterior, segundo a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do IBGE.
O desempenho positivo apareceu de forma espalhada. As cinco atividades investigadas pela pesquisa tiveram alta no mês, o que dá consistência ao resultado e afasta a leitura de um avanço puxado por um único ramo.
O que sustentou a alta
O grupo de informação e comunicação foi o principal motor do crescimento, com avanço de 6,3%, empurrado por serviços de desenvolvimento e licenciamento de software e por telecomunicações. O segmento de transportes também se destacou, ao recuperar parte da perda de março, período afetado pela alta no preço das passagens aéreas.
- Alta de 1,2% em abril ante março, no dado dessazonalizado
- Todas as cinco atividades da pesquisa com resultado positivo
- Informação e comunicação: avanço de 6,3%, principal impacto do mês
- Na comparação com abril de 2025, alta de 1,9%, o 25º resultado positivo seguido nessa base
O setor de serviços está 19,9% acima do nível de fevereiro de 2020, período imediatamente anterior à pandemia, e apenas 0,3% abaixo do recorde da série, alcançado em outubro de 2025. Ou seja, o segmento opera perto do seu pico histórico.
“O serviço é o que mais emprega no país. Quando ele avança de forma disseminada, o efeito chega rápido no mercado de trabalho e na renda das famílias”, observa a leitura corrente sobre o peso do setor.
A força dos serviços ajuda a sustentar a atividade num ano em que a indústria oscila e o crédito segue caro. Como o setor responde por boa fatia do PIB e da geração de vagas, seu comportamento pesa no resultado final da economia.
O IBGE volta a divulgar a PMS no início de agosto, com os dados de maio, quando o mercado vai avaliar se o setor consegue superar o recorde de outubro do ano passado ou se estaciona perto do teto atual.
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