A governadora Celina Leão assinou na sexta-feira (3) a ordem de serviço que autoriza a abertura do edital de licitação para a compra de 15 novos trens do Metrô-DF. A aquisição é estimada em cerca de R$ 1 bilhão e representa uma das maiores renovações da frota desde a inauguração do sistema. A medida busca ampliar a capacidade de transporte e reduzir a lotação nos horários de pico.
Segundo o presidente do Metrô-DF, Handerson Ribeiro, o edital será publicado nos próximos dias no Diário Oficial do Distrito Federal. A partir daí, o governo espera receber propostas das empresas interessadas ao longo de cerca de 70 dias, com assinatura do contrato prevista para o segundo semestre de 2026. A fabricação dos trens deve começar em 2027.
Como serão os novos trens
As 15 composições terão quatro carros cada e virão com equipamentos que hoje não existem em boa parte da frota atual. A lista inclui:
- Ar-condicionado em todos os carros
- Sistemas de monitoramento e de inteligência operacional
- Painéis digitais e mapas dinâmicos de linha
- Sistemas de detecção e combate a incêndio
A entrega das primeiras unidades está prevista para até dois anos após a assinatura do contrato. Com os novos trens em circulação, o governo projeta ampliar a capacidade do sistema para até 450 mil passageiros, praticamente o dobro do que o metrô transporta hoje em dia.
Uma demanda antiga dos usuários
A superlotação nos horários de maior movimento é uma reclamação recorrente de quem depende do metrô para ir ao trabalho e à escola. O intervalo entre as viagens e o número de carros disponíveis limitam a quantidade de pessoas atendidas, principalmente no trecho que liga as cidades do entorno ao Plano Piloto.
“A renovação da frota é o passo que faltava para o metrô acompanhar o crescimento da demanda. Mais trens significam intervalos menores e menos aperto na plataforma”, afirmou a direção do Metrô-DF ao detalhar o cronograma.
A compra se soma a outras ações de mobilidade anunciadas pelo governo nos últimos meses, num pacote que envolve tanto o transporte sobre trilhos quanto a frota de ônibus. A aposta da gestão é que a combinação de mais trens e melhor integração entre os modais reduza o tempo de deslocamento diário do brasiliense.
Enquanto os novos trens não chegam, o Metrô-DF mantém a operação com a frota atual. A expectativa é que o processo de licitação transcorra dentro do prazo previsto, para que a produção comece já no ano que vem e as primeiras composições entrem em circulação no início da próxima década de operação renovada.
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