O governo federal lançou o Plano Safra 2026/2027 voltado à agricultura empresarial com R$ 525,1 bilhões em crédito, R$ 9 bilhões a mais que no ciclo anterior. O anúncio foi feito pelo vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin e pelo ministro da Agricultura, André de Paula, e as regras passam a valer de 1º de julho de 2026 a 30 de junho de 2027.
Do total, R$ 384,9 bilhões vão para custeio e comercialização e R$ 140,2 bilhões para investimento. A fatia de investimento cresceu mais de 38% frente ao ciclo passado, com foco em armazenagem, irrigação, máquinas e modernização das fazendas.
Juros menores em quase todas as linhas
O ponto que mais interessa ao produtor é o custo do dinheiro. As taxas máximas passaram a operar entre 8% e 12,5% ao ano. O custeio empresarial caiu de 14% para 12,5% ao ano. No Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), a taxa recuou de 10% para 9% ao ano, com R$ 72,6 bilhões reservados.
- Total de R$ 525,1 bilhões, alta de R$ 9 bilhões
- Custeio e comercialização: R$ 384,9 bilhões
- Investimento: R$ 140,2 bilhões, mais de 38% acima do ciclo anterior
- Juros máximos entre 8% e 12,5% ao ano
O Ministério da Fazenda calcula que, somado ao Plano Safra da agricultura familiar, o esforço de crédito rural para o novo ciclo supera R$ 610 bilhões. A pasta destaca a participação no barateamento das taxas sem desequilibrar as contas públicas.
“O crédito mais barato chega na hora certa para quem vai plantar. Reduzir juros de custeio ajuda o produtor a fechar a conta da safra”, afirmou o Ministério da Agricultura ao apresentar o pacote.
A safra empresarial responde por boa parte da produção de grãos e proteína animal que o Brasil exporta. Com preços de commodities firmes e câmbio girando na casa dos R$ 5,20, o setor entra no novo ciclo com margem para investir, e o volume de recursos anunciado tende a sustentar o ritmo de compra de insumos e maquinário.
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