O Distrito Federal decretou nesta quarta-feira (13) emergência zoossanitária para reforçar ações de fiscalização e controle da gripe aviária, em alinhamento com o alerta nacional emitido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária. A medida valerá enquanto durar o alerta federal e foi publicada no Diário Oficial do DF.
A emergência permite a contratação direta de serviços técnicos, ampliação da capacidade laboratorial e mobilização imediata de fiscais agropecuários para granjas, abatedouros, feiras livres, comércio varejista e portos secos do DF. A Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF) coordena as ações em parceria com a SES-DF e o Ibama.
O que muda no DF
Com o decreto, granjas comerciais e produtores rurais ficam obrigados a notificar imediatamente qualquer suspeita de mortalidade anormal de aves. A Seagri-DF intensifica a fiscalização em propriedades de pequeno e médio porte, especialmente nas regiões administrativas do Núcleo Bandeirante, Paranoá, Planaltina e Brazlândia, onde se concentra a produção avícola distrital.
Não há, até o momento, registro de casos de gripe aviária em humanos no Distrito Federal. A SES-DF mantém vigilância ativa em hospitais e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), com protocolos de notificação imediata em caso de suspeita. Trabalhadores de granjas e abatedouros estão entre os grupos prioritários de monitoramento.
Impacto na produção avícola do DF
O Distrito Federal possui aproximadamente 80 granjas comerciais registradas, segundo dados da Seagri-DF. A produção avícola distrital é voltada principalmente para o abastecimento local e regional do Entorno, com pouca participação no mercado nacional. Mesmo assim, eventual surto teria impacto direto no preço do frango e dos ovos no varejo brasiliense.
A Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais do DF (Ceasa-DF) monitora os preços e a oferta de produtos avícolas e mantém canal direto com produtores. Até o momento, não há alteração significativa na cesta de produtos comercializados nos boxes da unidade do SIA.
Recomendações para a população
A SES-DF reforça que o consumo de carne de frango e ovos devidamente cozidos não representa risco de transmissão. As principais recomendações são:
- Evitar contato direto com aves silvestres mortas ou doentes
- Não consumir produtos avícolas de origem desconhecida
- Cozinhar bem carne e ovos antes do consumo
- Lavar mãos antes e após manipular aves vivas
- Notificar suspeitas de mortalidade anormal à Seagri-DF
- Buscar atendimento médico em caso de sintomas gripais após contato com aves
“A emergência zoossanitária é instrumento técnico que dá agilidade ao Estado para agir antes mesmo da confirmação de qualquer caso. É um movimento preventivo e responsável”, explicou nota oficial conjunta da Seagri-DF e SES-DF.
O Distrito Federal acompanha protocolos da Organização Mundial de Saúde Animal (WOAH) e do Ministério da Agricultura. O Brasil é hoje o maior exportador mundial de carne de frango e protege a sanidade do plantel comercial com vigilância em todas as 27 unidades federativas. O DF tem papel estratégico por sediar instituições federais como Embrapa e Vigilância Agropecuária Internacional.
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