Campanha reforça doação de leite humano para reduzir mortalidade infantil no DF

maio 12, 2026
Campanha reforça doação de leite humano para reduzir mortalidade infantil no DF

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) intensificou nesta terça-feira (12) campanha em prol da doação de leite humano, prática considerada essencial para reduzir a mortalidade infantil e garantir nutrição adequada a recém-nascidos prematuros ou em situação de vulnerabilidade. O DF conta com bancos de leite estruturados em hospitais regionais, principal porta de entrada para coleta e distribuição.

A campanha vem em momento estratégico: o DF tem registrado queda na taxa de mortalidade infantil nos últimos anos, mas ainda há espaço para avanços, especialmente em recortes raciais e socioeconômicos. Bebês prematuros internados em UTIs neonatais dependem diretamente do leite humano para sobreviver — alimento que reduz risco de infecções e melhora cicatrização do intestino.

Quem pode doar leite humano

Mulheres em fase de amamentação podem doar leite materno excedente, mediante avaliação clínica prévia. O cadastro é feito em qualquer banco de leite do DF, com exigência de exames de sangue básicos para descartar contraindicações, como hepatites, HIV e outras condições. O processo é simples, gratuito e pode ser feito em poucos minutos.

  • Quem pode doar: mulheres saudáveis em fase de amamentação
  • Avaliação inicial: exames de sangue para triagem
  • Coleta: domiciliar ou em banco de leite
  • Armazenamento: frascos esterilizados fornecidos pela SES-DF
  • Processamento: pasteurização e controle microbiológico
  • Destino: bebês prematuros e em vulnerabilidade nutricional

A coleta pode ser feita pela própria doadora em casa, em frascos esterilizados fornecidos pelo banco de leite, ou diretamente nas unidades de coleta. O leite é armazenado em geladeira, congelado e transportado periodicamente ao banco de leite pela equipe de coleta domiciliar — que vai até a residência da doadora em horários combinados.

Processamento e segurança do leite

No banco de leite, o material passa por pasteurização — processo de aquecimento que elimina microrganismos sem destruir nutrientes essenciais. Em seguida, amostras são submetidas a controle microbiológico antes de serem distribuídas. Cada lote de leite distribuído tem rastreabilidade completa, da doadora até o bebê receptor.

O processo segue protocolos rigorosos definidos pela Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano (rBLH), referência internacional na área. O modelo brasileiro é citado por organismos como a OMS e a Unicef como exemplo de política pública eficiente, com custo relativamente baixo e impacto comprovado na redução da mortalidade neonatal.

“Cada gota de leite doado pode salvar uma vida. O leite humano é o melhor alimento para bebês prematuros e a doação é um gesto simples que faz enorme diferença na rede pública”, reforça orientação institucional da Secretaria de Saúde do DF.

Onde fica o banco de leite no DF

O DF tem bancos de leite humano em diversos hospitais regionais. O Hospital Regional da Asa Sul (HRAS) é referência histórica no estado, com banco em funcionamento há décadas. Outros pontos incluem o Hospital Materno Infantil de Brasília (HMIB), o Hospital Regional de Taguatinga (HRT) e o Hospital Regional de Ceilândia (HRC).

Interessadas em doar podem entrar em contato com a SES-DF pelos canais oficiais. O telefone da Central de Atendimento da Saúde é o 160, e o portal saude.df.gov.br tem informações detalhadas sobre cada unidade e procedimentos. As coletas domiciliares são agendadas conforme disponibilidade da equipe.

A política de incentivo à amamentação e doação de leite humano é prioridade da SES-DF dentro do conjunto mais amplo de ações de saúde materno-infantil. A pasta tem ampliado campanhas educativas em 2026, com foco especial em públicos historicamente sub-atendidos, como gestantes em situação de vulnerabilidade social.