A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) devolveu nesta terça-feira (12) 284 celulares recuperados em operações ao longo das últimas semanas. A entrega aconteceu no auditório da sede da Delegacia-Geral, a partir das 10h, na quinta edição da Operação Rastreamento Final — programa permanente de combate ao furto e roubo de aparelhos.
Os aparelhos foram recuperados por meio de trabalho de inteligência policial e investigações conduzidas por delegacias regionais. As vítimas foram convidadas individualmente, mediante registro de boletim de ocorrência com o IMEI (número único de identificação do aparelho) corretamente registrado. Sem essa informação, a devolução técnica é inviável.
15 mil aparelhos recuperados desde 2021
Desde o início da operação, em 2021, a PCDF já recuperou e devolveu 15.892 aparelhos celulares a seus legítimos proprietários no DF. O número médio gira em torno de 12 aparelhos recuperados por dia em operações de inteligência, conforme balanço da própria corporação. O programa, considerado modelo nacional, já foi citado em fóruns interestaduais como referência.
- Aparelhos devolvidos nesta edição: 284
- Balanço acumulado desde 2021: 15.892
- Média diária: cerca de 12 celulares recuperados
- Ferramenta crucial: Consulta IMEI no portal da PCDF
- Quinta edição da Operação Rastreamento Final: 12 de maio de 2026
O serviço Consulta IMEI, lançado em maio de 2025 no portal da PCDF, permite que qualquer pessoa digite o número de 15 dígitos do IMEI e verifique se o aparelho tem restrições registradas — como ocorrência de roubo, furto ou apropriação indébita. A ferramenta é especialmente útil para quem está comprando celular usado.
Como localizar o IMEI do celular
O IMEI é um código exclusivo de 15 dígitos atribuído a cada aparelho de telefonia móvel no mundo. Ele permite identificar o celular em redes operadoras e em bancos de dados policiais, independentemente do chip instalado ou de troca de SIM. Sem o IMEI registrado no boletim de ocorrência, a recuperação de um aparelho roubado torna-se quase impossível.
Para descobrir o IMEI, o usuário pode digitar o código *#06# no teclado do telefone — a sequência funciona em Android e iOS. O número também consta na caixa original do aparelho, na nota fiscal e, em alguns modelos, na bandeja do chip. A recomendação é guardar o IMEI em local seguro, como nuvem pessoal ou e-mail.
“O IMEI é a impressão digital do celular. Sem esse número no boletim de ocorrência, a recuperação técnica do aparelho torna-se quase impossível, mesmo que a polícia chegue a ele em alguma operação”, reforça orientação oficial da PCDF.
Como agir em caso de roubo ou furto
Em caso de roubo ou furto, a recomendação da PCDF é registrar boletim de ocorrência o mais rápido possível, presencialmente em delegacia ou pelo portal Delegacia Eletrônica. No registro, o IMEI deve constar obrigatoriamente, junto à descrição do aparelho, marca, modelo e cor. Bloqueio da linha junto à operadora e do IMEI junto à fabricante são ações complementares importantes.
A PCDF também recomenda ativar funções de rastreamento remoto, como o “Encontre meu iPhone” (Apple) ou “Encontre meu dispositivo” (Google). Essas ferramentas permitem localizar o aparelho em tempo real e bloqueá-lo à distância. Em alguns casos, é possível inclusive apagar dados do dispositivo, evitando vazamento de informações sensíveis.
O combate ao roubo de celulares é uma das prioridades da Secretaria de Segurança Pública do DF para 2026. A PCDF tem ampliado operações de inteligência ao longo de todo o ano, com foco em receptadores e em redes de venda de aparelhos roubados em sites de classificados online.








