Câmara dos EUA acusa Brasil de censurar elogios a Trump e critica STF

abril 4, 2026

A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos divulgou um relatório acusando o Brasil de manter um “regime de censura” que teria silenciado publicações favoráveis ao presidente Donald Trump nas redes sociais. O documento foi produzido pelo Comitê Judiciário, sob controle republicano.

O que o relatório alega

Segundo o documento, autoridades brasileiras teriam solicitado à plataforma X (antigo Twitter) a remoção de publicações que:

  • Elogiavam o presidente Donald Trump
  • Criticavam o ex-presidente Joe Biden
  • Criticavam a USAID (Agência dos EUA para Desenvolvimento Internacional, extinta em julho de 2025)

O relatório cita especificamente o ministro Alexandre de Moraes e outros magistrados do STF como responsáveis por “decisões arbitrárias” de remoção de conteúdo.

Objetivo político

O documento visa reunir informações para embasar debates no Congresso americano sobre liberdade de expressão e regulação de plataformas digitais por governos estrangeiros. A publicação tem clara motivação política no contexto das tensões entre os governos Trump e Lula.

Reação do STF

O presidente do STF, Edson Fachin, já havia rebatido as acusações americanas anteriormente, classificando-as como “distorções” sobre decisões do Supremo. Fachin afirmou que a liberdade de expressão “não é absoluta” e que as remoções fazem parte de investigações criminais contra milícias digitais.

A escalada retórica entre Washington e Brasília sobre soberania judicial e liberdade de expressão se intensifica em um momento em que ambos os países enfrentam tensões também no campo econômico e militar, especialmente em relação ao conflito no Irã.