O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, alertou que qualquer “ação provocadora” em relação ao Estreito de Ormuz “não fará mais do que complicar a situação”. A declaração eleva a tensão antes da votação no Conselho de Segurança da ONU sobre o uso de força na região.
Votação adiada
O Conselho de Segurança votaria nesta sexta-feira (3) a resolução proposta pelo Bahrein que autoriza o uso de “todos os meios defensivos necessários” para proteger a navegação no estreito. No entanto, a votação foi remarcada para sábado (4) devido ao feriado da Sexta-feira Santa.
A resolução enfrenta forte resistência. China, Rússia e França — três dos cinco membros permanentes com poder de veto — se opõem à autorização de meios militares para reabrir a rota, como já havia sido noticiado anteriormente.
Impacto no petróleo
O Estreito de Ormuz é responsável pelo trânsito de 20% do petróleo mundial. Desde que a Guarda Revolucionária iraniana bloqueou a passagem no final de fevereiro, os preços do barril subiram significativamente, pressionando economias em todo o mundo.
Escalada contínua
O alerta de Araqchi acontece enquanto os EUA intensificam ataques contra o Irã. Na véspera, Trump ameaçou destruir pontes e usinas iranianas, e o Irã alegou ter derrubado um segundo caça F-35 americano — o que o Pentágono nega.
A votação de sábado será decisiva para definir se a comunidade internacional avança para uma solução militar ou mantém a via diplomática no impasse do Estreito de Ormuz.








