Operação “Drible Sujo”: PCDF Descobre Fábrica Clandestina de Armas Montada por Traficantes “Neymar” e “Messi” no DF

março 12, 2026

Além do esquema de tráfico de drogas, líderes da organização criminosa mantinham estrutura para produção e revenda de armamentos a outros grupos

A operação “Drible Sujo”, deflagrada pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) nesta quinta-feira (12/3), trouxe à tona uma dimensão ainda mais grave do esquema criminoso comandado pelos traficantes conhecidos pelos codinomes “Neymar” e “Messi” — cujos nomes verdadeiros não foram divulgados. Além da rede de tráfico de drogas já revelada, os investigadores descobriram que o grupo também operava uma fábrica clandestina de armas e munições no Distrito Federal.

A descoberta ocorreu durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão em endereços ligados à organização. Em vários dos locais vasculhados, agentes da 5ª Delegacia de Polícia (Área Central) encontraram materiais, ferramentas e equipamentos compatíveis com a montagem e adaptação de armamentos — evidências de que o grupo havia estruturado um setor específico dedicado ao fornecimento de armas.

Arsenal Apreendido: Fuzis, Pistolas e Centenas de Munições

O material recolhido pelos policiais impressiona pela quantidade e pelo calibre. Durante as diligências, a PCDF apreendeu 13 armas de grosso calibre, incluindo fuzis, pistolas e escopetas, além de centenas de munições prontas para uso.

Segundo os investigadores, o armamento tinha dupla finalidade: parte seria empregada na proteção dos pontos de venda da própria organização, enquanto outra parcela seria comercializada para outros grupos criminosos da região — transformando o tráfico de armas em mais uma fonte de renda do esquema.

A polícia ainda apura se a produção e adaptação das armas ocorria integralmente dentro da estrutura do grupo ou se havia envolvimento de terceiros especializados no ramo de armamento ilegal.

A Lógica do “Time do Crime”

A organização desarticulada pela operação “Drible Sujo” funcionava com uma estrutura hierárquica inspirada no futebol. Os integrantes de base — chamados de “atletas” — eram responsáveis pela logística do tráfico de drogas e também teriam acesso ao arsenal fornecido pelos chefões para atuar na proteção das operações e no transporte dos entorpecentes.

Para os investigadores, a existência de uma fábrica clandestina de armamentos dentro desse esquema demonstra um alto grau de organização e planejamento, com o grupo operando de forma semelhante a uma empresa criminosa segmentada em diferentes áreas de atuação.

Investigações Seguem em Andamento

Além das armas e munições, as equipes da PCDF recolheram celulares, documentos, dinheiro em espécie e outros materiais que devem subsidiar o aprofundamento das investigações. A polícia não descarta a participação de outros integrantes ainda não identificados na rede de distribuição de armamentos.

A expectativa dos investigadores é que as novas provas levantadas permitam responsabilizar criminalmente todos os envolvidos e encerrar definitivamente as atividades do grupo no Distrito Federal.