Selic hoje: Copom corta a taxa para 13,75% ao ano

setembro 16, 2026
Gabriel Galípolo em sabatina na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, sentado à mesa entre dois senadores

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu nesta quarta-feira (16) cortar a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 13,75% ao ano. É a quinta redução seguida, num ciclo que começou em março e já tirou 1,25 ponto da taxa básica.

A decisão foi anunciada por volta das 18h30, no fim da segunda reunião do comitê, iniciada na terça-feira (15). A nova taxa entra em vigor nesta quinta-feira (17) e vale até a próxima reunião.

Qual é a taxa Selic hoje

A Selic hoje está em 13,75% ao ano. Antes desta decisão, ela estava em 14% desde 6 de agosto.

Veja a trajetória da taxa básica em 2026:

  • 28 de janeiro: 15% ao ano, patamar mantido desde 2025;
  • 18 de março: 14,75% ao ano;
  • 29 de abril: 14,5% ao ano;
  • 17 de junho: 14,25% ao ano;
  • 5 de agosto: 14% ao ano;
  • 16 de setembro: 13,75% ao ano.

O que a Selic muda no bolso de quem mora no DF

A Selic é a taxa básica de juros da economia. Ela serve de referência para o custo do dinheiro no país inteiro: quando cai, o banco tende a cobrar menos em empréstimo e financiamento, e a pagar menos em aplicação de renda fixa. O efeito não é imediato nem igual em todos os produtos.

Na prática, para o morador do Distrito Federal:

  • Financiamento de imóvel: os contratos novos tendem a acompanhar a queda, mas o repasse é lento. Quem já assinou contrato com taxa fixa não sente mudança.
  • Crédito consignado e empréstimo pessoal: são os primeiros a reagir, porque o banco recalcula a oferta com frequência.
  • Cartão de crédito rotativo: continua sendo a linha mais cara do mercado, com juros na casa dos três dígitos ao ano. A queda da Selic quase não aparece nessa conta.
  • Poupança: com a Selic acima de 8,5% ao ano, o rendimento segue travado em 0,5% ao mês mais a Taxa Referencial (TR).
  • Tesouro Selic, CDB e fundos DI: rendem menos à medida que a taxa cai, já que acompanham a Selic diretamente.

A taxa também pesa na conta pública. Boa parte da dívida federal é corrigida pela Selic, o que significa que cada corte reduz a despesa do governo com juros ao longo do tempo.

O que a inflação mostra agora

O corte acontece com a inflação em queda. O IPCA, índice oficial de preços do país, acumula 4,22% em 12 meses até agosto, segundo o IBGE. No mês de agosto, o índice ficou negativo em 0,32%, ou seja, houve deflação. Em julho a variação tinha sido de 0,07% e em junho, de 0,16%.

A meta de inflação perseguida pelo Banco Central é de 3% ao ano, com margem de tolerância de 1,5 ponto para cima ou para baixo. O teto, portanto, é de 4,5%, e o índice acumulado está abaixo dele.

É esse indicador que o comitê acompanha de perto: quanto mais a inflação se aproxima da meta, maior o espaço para reduzir os juros sem perder o controle dos preços.

Por que o Copom cortou

O corte de 0,25 ponto repete o tamanho das quatro decisões anteriores. A Selic ficou em 15% ao ano de 2025 até janeiro deste ano e começou a cair em 18 de março. De lá para cá, foram cinco reduções consecutivas, todas do mesmo tamanho.

A decisão desta quarta saiu com a inflação acumulada dentro do intervalo da meta e com o índice de agosto negativo, o que dá folga ao comitê. O comunicado com a avaliação sobre inflação e atividade econômica é divulgado junto com a decisão, no site do Banco Central, e é o documento que o mercado lê para calibrar a aposta sobre a próxima reunião.

Quando é a próxima reunião

A ata da reunião, com a explicação detalhada do voto do comitê, é publicada na terça-feira seguinte, às 8h, no site do Banco Central. O próximo encontro do Copom está previsto para novembro, na última reunião do ano.

O comitê é formado pelo presidente do Banco Central e pelos oito diretores da autoridade monetária, e se reúne oito vezes por ano em encontros de dois dias, sempre com anúncio da decisão no fim do segundo dia.

Para entender como a taxa funciona e por que ela é revista a cada 45 dias, veja também o guia sobre o que é a Selic e como ela afeta o seu bolso.

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