A governadora Celina Leão (PP) tem 42% das intenções de voto contra 32% de José Roberto Arruda (PSD) em simulação de segundo turno para o governo do Distrito Federal, aponta pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira (25). O levantamento foi contratado pelo Grupo Globo e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número DF-06256/2026.
No mesmo cenário, 17% dos entrevistados disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum dos dois, e 9% não souberam responder. A diferença de 10 pontos percentuais entre os dois nomes está acima da margem de erro, que é de 3 pontos para mais ou para menos.
Como está o primeiro turno
Na disputa estimulada de primeiro turno, a governadora aparece com 34%, seguida por Arruda, com 20%. Leandro Grass (PT) marca 13%. O restante do quadro ficou assim:
- Celina Leão (PP): 34%
- Arruda (PSD): 20%
- Leandro Grass (PT): 13%
- Paula Belmonte (PSDB): 3%
- Cappelli (PSB): 3%
- Kiko Caputo (Novo): 2%
- Professora Samara Mineiro (UP): 1%
- Branco, nulo ou não vai votar: 10%
- Não sabem ou não responderam: 14%
A soma de indecisos e votos não válidos chega a 24% no primeiro turno, um estoque grande de eleitores a menos de dois meses da votação. É esse contingente que costuma redesenhar as pesquisas na reta final.
O que muda em relação às rodadas anteriores
O resultado mantém a governadora na liderança, como nos levantamentos anteriores divulgados em agosto, mas com folga maior sobre o segundo colocado. O Datafolha divulgado em 21 de agosto mostrou cenário mais apertado, com Celina em 30% e Arruda em 28%. Já o Real Time Big Data, do dia 19, registrou 34% para a governadora, 22% para Arruda e 18% para Grass.
Institutos diferentes usam metodologias, questionários e amostras distintas, o que torna a comparação direta entre eles imprecisa. A leitura mais segura é a de tendência: nas três rodadas, Celina Leão aparece à frente, e a distância para o segundo colocado varia conforme o instituto.
Também pesa a forma de coleta. Pesquisas presenciais, por telefone e por painel digital produzem perfis de respondente diferentes, e cada desenho tem vieses próprios de cobertura. Por isso a comparação entre levantamentos de institutos distintos serve para checar direção, não para medir variação exata entre uma rodada e outra.
Por que o registro no TSE importa
Toda pesquisa eleitoral divulgada no país precisa ser registrada na Justiça Eleitoral antes da publicação, com o número do processo informado junto ao resultado. O registro reúne o plano amostral, o questionário aplicado, o nome do contratante, o valor do trabalho e o método de coleta, e fica disponível para consulta pública no sistema do tribunal.
Essa é a diferença prática entre pesquisa e enquete. A enquete, comum em redes sociais e sites, não tem amostra probabilística, não tem registro e não pode ser apresentada como retrato do eleitorado. Divulgar pesquisa sem registro é infração eleitoral, sujeita a multa.
No caso da Quaest, o número informado é o DF-06256/2026, e o contratante é o Grupo Globo. Quem quiser conferir a metodologia completa pode acessar o registro pelo sistema do TSE com esse identificador.
Como funciona o segundo turno no DF
O governador do Distrito Federal é eleito por maioria absoluta, a mesma regra aplicada aos estados. Se nenhum candidato somar mais da metade dos votos válidos no primeiro turno, os dois mais votados disputam uma segunda rodada. Votos brancos e nulos não entram nessa conta, o que altera o patamar necessário para a vitória direta.
Nos números atuais, com a governadora em 34% e um estoque de 24% entre indecisos e votos não válidos, o cenário testado pela Quaest é o mais provável dentro do que a própria pesquisa mede. É por isso que os institutos passam a incluir simulações de segundo turno à medida que a campanha avança.
Ficha técnica
A Quaest ouviu 1.104 eleitores do Distrito Federal entre 21 e 24 de agosto de 2026. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança, de 95%. O contratante é o Grupo Globo, e o registro no TSE é o DF-06256/2026.
Pesquisa eleitoral é retrato do momento em que o campo foi a campo, não previsão de resultado. O intervalo de confiança significa que, repetido o levantamento cem vezes nas mesmas condições, em 95 delas o resultado ficaria dentro da margem informada.
O calendário eleitoral prevê a votação em primeiro turno em outubro. Caso nenhum candidato alcance mais da metade dos votos válidos, o segundo turno ocorre no fim do mês, cenário que a pesquisa já testou e no qual a governadora aparece à frente do ex-governador.








