Celina Leão visita áreas reformadas dos hospitais de Ceilândia e São Vicente

agosto 23, 2026
A governadora Celina Leão fala ao microfone em evento de unidade de saúde do Distrito Federal

A governadora Celina Leão visitou na tarde de sexta-feira (21) as áreas reformadas do Hospital Regional de Ceilândia (HRC) e do Hospital São Vicente de Paulo (HSVP), em Taguatinga, e anunciou que o governo já reservou a área e instruiu o processo para construir um novo hospital de 600 leitos na região.

No Hospital Regional de Ceilândia, a intervenção concluída atingiu a ala de pediatria. A fachada foi revitalizada, o hall de entrada foi reformado e os consultórios passaram por recuperação de pisos, paredes e instalações elétricas e hidrossanitárias. O investimento nessa etapa foi de R$ 516 mil.

A obra na pediatria não é isolada. Segundo a governadora, o complexo tem outras frentes abertas ao mesmo tempo.

“Estamos com 30 pontos de reforma dentro do hospital. Estamos priorizando e cobrando. Prioridade é colocar a saúde em ordem”, afirmou Celina Leão durante a visita.

Centro de infusão no São Vicente de Paulo

No Hospital São Vicente de Paulo, em Taguatinga, a entrega recente foi um centro de infusão, inaugurado na semana passada. A estrutura permite aplicar medicamentos que antes obrigavam o paciente a ocupar um leito de internação, o que libera vagas para casos que exigem permanência mais longa.

Centros de infusão funcionam em regime de hospital-dia: o paciente recebe a medicação por via intravenosa, fica em observação pelo tempo necessário e vai para casa no mesmo dia. O modelo é usado sobretudo em tratamentos contínuos, que exigem aplicações repetidas ao longo de semanas ou meses.

O HSVP é a unidade do Distrito Federal voltada ao atendimento em saúde mental e funciona como retaguarda para estabilização de quadros agudos. A reforma incluiu melhorias nas instalações elétricas e hidráulicas, rede lógica, pintura e preparação da infraestrutura para novos leitos.

Na visita, a governadora tratou do critério de entrada nessas internações e delimitou o que o governo não pretende fazer.

“Nós não queremos internar pessoas que não têm laudos médicos, não é internação, não é brincadeira”, afirmou.

Fluxo separado na pediatria

A reforma do Hospital Regional de Ceilândia também mexeu na circulação dentro da unidade. A ala infantil ganhou rota de acesso independente, o que separa o fluxo de crianças do atendimento geral da emergência. É uma mudança de operação, não só de acabamento: reduz o tempo que a criança passa em áreas comuns e diminui o risco de contato com casos infecciosos que chegam pela porta principal.

Hospital de 600 leitos

Foi durante a passagem por Ceilândia que a governadora tratou do projeto de maior porte. Ela afirmou que a decisão já está tomada e que o processo administrativo está em andamento.

“Determinamos a construção de um novo hospital aqui também. Já determinamos isso, a área foi separada, estamos com o processo instruído. Será um hospital de 600 leitos”, disse.

O governo não divulgou até esta publicação o valor estimado da obra, o prazo de execução nem a data de publicação do edital. Sem esses três dados, não há como comparar o anúncio com o cronograma de outras unidades em construção no DF.

Ceilândia é a região administrativa mais populosa do Distrito Federal, e a capacidade hospitalar local virou tema recorrente na disputa pelo Buriti. O ex-governador José Roberto Arruda prometeu no sábado (22) entregar um hospital na cidade em dois anos, além de quatro linhas de metrô.

Os dois lideram a corrida ao governo local. Pesquisa Datafolha divulgada em 22 de agosto apontou Celina Leão com 30% e Arruda com 28%, empate dentro da margem de erro, com Grass em 11%.

O que falta

As entregas anunciadas na sexta-feira cobrem áreas específicas de duas unidades. Continuam pendentes de divulgação pelo governo:

  • o cronograma dos 30 pontos de reforma citados no Hospital Regional de Ceilândia, com prazo de conclusão de cada frente;
  • o número de leitos que o centro de infusão do São Vicente de Paulo libera na prática;
  • o valor, o prazo e o modelo de contratação do hospital de 600 leitos;
  • a data de publicação do edital e o modelo de licitação escolhido para a obra.

A agenda de saúde tem concentrado boa parte das aparições públicas da governadora nas últimas semanas. No sábado (22), ela esteve na central de zeladoria de Ceilândia, onde apresentou a nova etapa do programa de limpeza urbana do GDF.

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