dom, 11 out
Saúde

Celina Leão visita áreas reformadas dos hospitais de Ceilândia e São Vicente

Pediatria do Hospital Regional de Ceilândia teve R$ 516 mil em obras e o São Vicente ganhou centro de infusão. Governadora diz que hospital de 600 leitos já tem área reservada.

Por Denver Moura 4 min de leitura
A governadora Celina Leão fala ao microfone em evento de unidade de saúde do Distrito Federal
Neste texto4 tópicos
  1. Centro de infusão no São Vicente de Paulo
  2. Fluxo separado na pediatria
  3. Hospital de 600 leitos
  4. O que falta

A governadora Celina Leão visitou na tarde de sexta-feira (21) as áreas reformadas do Hospital Regional de Ceilândia (HRC) e do Hospital São Vicente de Paulo (HSVP), em Taguatinga, e anunciou que o governo já reservou a área e instruiu o processo para construir um novo hospital de 600 leitos na região.

No Hospital Regional de Ceilândia, a intervenção concluída atingiu a ala de pediatria. A fachada foi revitalizada, o hall de entrada foi reformado e os consultórios passaram por recuperação de pisos, paredes e instalações elétricas e hidrossanitárias. O investimento nessa etapa foi de R$ 516 mil.

A obra na pediatria não é isolada. Segundo a governadora, o complexo tem outras frentes abertas ao mesmo tempo.

“Estamos com 30 pontos de reforma dentro do hospital. Estamos priorizando e cobrando. Prioridade é colocar a saúde em ordem”, afirmou Celina Leão durante a visita.

Centro de infusão no São Vicente de Paulo

No Hospital São Vicente de Paulo, em Taguatinga, a entrega recente foi um centro de infusão, inaugurado na semana passada. A estrutura permite aplicar medicamentos que antes obrigavam o paciente a ocupar um leito de internação, o que libera vagas para casos que exigem permanência mais longa.

Centros de infusão funcionam em regime de hospital-dia: o paciente recebe a medicação por via intravenosa, fica em observação pelo tempo necessário e vai para casa no mesmo dia. O modelo é usado sobretudo em tratamentos contínuos, que exigem aplicações repetidas ao longo de semanas ou meses.

O HSVP é a unidade do Distrito Federal voltada ao atendimento em saúde mental e funciona como retaguarda para estabilização de quadros agudos. A reforma incluiu melhorias nas instalações elétricas e hidráulicas, rede lógica, pintura e preparação da infraestrutura para novos leitos.

Na visita, a governadora tratou do critério de entrada nessas internações e delimitou o que o governo não pretende fazer.

“Nós não queremos internar pessoas que não têm laudos médicos, não é internação, não é brincadeira”, afirmou.

Fluxo separado na pediatria

A reforma do Hospital Regional de Ceilândia também mexeu na circulação dentro da unidade. A ala infantil ganhou rota de acesso independente, o que separa o fluxo de crianças do atendimento geral da emergência. É uma mudança de operação, não só de acabamento: reduz o tempo que a criança passa em áreas comuns e diminui o risco de contato com casos infecciosos que chegam pela porta principal.

Hospital de 600 leitos

Foi durante a passagem por Ceilândia que a governadora tratou do projeto de maior porte. Ela afirmou que a decisão já está tomada e que o processo administrativo está em andamento.

“Determinamos a construção de um novo hospital aqui também. Já determinamos isso, a área foi separada, estamos com o processo instruído. Será um hospital de 600 leitos”, disse.

O governo não divulgou até esta publicação o valor estimado da obra, o prazo de execução nem a data de publicação do edital. Sem esses três dados, não há como comparar o anúncio com o cronograma de outras unidades em construção no DF.

Ceilândia é a região administrativa mais populosa do Distrito Federal, e a capacidade hospitalar local virou tema recorrente na disputa pelo Buriti. O ex-governador José Roberto Arruda prometeu no sábado (22) entregar um hospital na cidade em dois anos, além de quatro linhas de metrô.

Os dois lideram a corrida ao governo local. Pesquisa Datafolha divulgada em 22 de agosto apontou Celina Leão com 30% e Arruda com 28%, empate dentro da margem de erro, com Grass em 11%.

O que falta

As entregas anunciadas na sexta-feira cobrem áreas específicas de duas unidades. Continuam pendentes de divulgação pelo governo:

  • o cronograma dos 30 pontos de reforma citados no Hospital Regional de Ceilândia, com prazo de conclusão de cada frente;
  • o número de leitos que o centro de infusão do São Vicente de Paulo libera na prática;
  • o valor, o prazo e o modelo de contratação do hospital de 600 leitos;
  • a data de publicação do edital e o modelo de licitação escolhido para a obra.

A agenda de saúde tem concentrado boa parte das aparições públicas da governadora nas últimas semanas. No sábado (22), ela esteve na central de zeladoria de Ceilândia, onde apresentou a nova etapa do programa de limpeza urbana do GDF.

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