GDF adia liberação de táxis no corredor do BRT Sul; veja o motivo

agosto 20, 2026
Ônibus do transporte público do Distrito Federal em via de Brasília com passageiros a bordo

A liberação para táxis circularem no corredor exclusivo do BRT Sul, que começaria nesta quinta-feira (20), foi adiada. O Governo do Distrito Federal informou na noite de quarta-feira (19) que a operação fica suspensa por tempo indeterminado, até a conclusão da reprogramação dos equipamentos de fiscalização da via.

Segundo o comunicado divulgado pela Agência Brasília, a suspensão foi decidida para que haja tempo hábil de reprogramação desses equipamentos e para a realização dos procedimentos técnicos de aferição e validação necessários ao funcionamento do sistema. Não há nova data definida.

“Uma nova data de início da operação será informada assim que forem concluídas as providências necessárias à implementação integral da sistemática de fiscalização”, diz o comunicado do GDF.

O que estava autorizado

A medida foi anunciada em 17 de agosto e previa uso experimental do corredor pelos taxistas do DF por 90 dias, com vigência de 20 de agosto a 20 de novembro de 2026. A autorização alcança toda a extensão do BRT Sul nas regiões de Santa Maria, Gama e Epia, no trecho do Park Way.

As regras anunciadas para o período experimental seguem valendo quando a operação começar.

  • Com passageiro: circulação permitida 24 horas por dia.
  • Sem passageiro: circulação permitida apenas entre 22h e 5h.
  • Parada: proibido parar, embarcar ou desembarcar passageiro ao longo do corredor.
  • Velocidade: máximo de 60 km/h no corredor e de 30 km/h nas estações.
  • Veículo: deve estar em perfeitas condições de manutenção. Em caso de pane, o motorista precisa desobstruir a via imediatamente.

O descumprimento sujeita o motorista a penalidades, entre elas a suspensão do direito de usar o corredor. A fiscalização depende justamente dos equipamentos que estão sendo reprogramados, o que explica o adiamento: sem o sistema aferido, não há como distinguir o táxi autorizado do veículo em circulação irregular na faixa.

Por que o corredor é fechado

O corredor do BRT Sul é uma faixa segregada, projetada para dar prioridade ao ônibus articulado que liga Santa Maria e Gama ao Plano Piloto. A restrição de outros veículos é o que sustenta o tempo de viagem da linha, e por isso qualquer liberação vem com regra de horário, de velocidade e de proibição de parada.

A abertura para os táxis foi tratada como experiência de 90 dias, prazo em que o GDF pretende avaliar o efeito da medida sobre a fluidez do corredor antes de decidir se mantém, amplia ou encerra a liberação. O adiamento não altera o desenho do teste, apenas empurra o início.

Para o passageiro que usa o BRT, nada muda no dia a dia enquanto a liberação não começa. Para o taxista, a orientação prática é simples: continuar fora da faixa exclusiva até o anúncio da nova data, sob risco de autuação.

O trajeto alcançado pela autorização liga as cidades do sul do DF ao Plano Piloto. É o mesmo percurso em que as pistas comuns concentram congestionamento nos horários de pico, o que explica o interesse da categoria pela faixa segregada.

Quando sai a nova data

O GDF não estipulou prazo para concluir a reprogramação. A informação será divulgada pelos canais oficiais do governo quando o sistema de fiscalização estiver validado. Até lá, o corredor segue restrito ao transporte público.

A liberação para os táxis foi noticiada no início da semana, com data marcada para esta quinta. Veja aqui as regras completas do período experimental de 90 dias, que continuam valendo para quando a operação for iniciada.

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